EFE/EPA/SU YANG
EFE/EPA/SU YANG

Empresas cancelam viagens de funcionários brasileiros para a China

Vale, Facebook e Nissan suspendem viagens e orienta empregados que já estão no país a trabalhar de forma remota; companhias aéreas também estão ajustando ou cancelando voos

Andreza Galdeano e Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2020 | 19h38
Atualizado 01 de abril de 2020 | 15h14

SÃO PAULO - Empresas como Vale, Facebook e Nissan suspenderam as viagens de funcionários brasileiros à China como medida de prevenção ao contágio do coronavírus, doença que já infectou mais de 4 mil pessoas e matou 106.

A Vale suspendeu as viagens de negócios por tempo indeterminado. Os empregados brasileiros que já estão no país exercem as funções em regime de trabalho remoto. “A Vale segue os protocolos de saúde e segurança estabelecidos pelas autoridades e órgãos do governo chinês e está monitorando os desdobramentos do caso”, informou a empresa, em nota.

O Facebook se tornou a primeira grande empresa dos Estados Unidos a suspender as viagens à China. O Estado apurou que foram cancelados os deslocamentos de todos os funcionários da empresa para o território chinês. A exemplo do que aconteceu com a Vale, os colaboradores brasileiros que já haviam desembarcado na China foram aconselhados a trabalhar em casa.

Por medida de precaução, a Nissan suspendeu as possíveis viagens corporativas de seus funcionários no Brasil para a China.

A Honda restringiu viagens corporativas à província de Hubei, cidade de Wuhan. E está orientando que compromissos já agendados no país sejam substituídos por reuniões via videoconferência. 

Companhias aéreas também estão cancelando voos e ajustando horários não só para a província de Hubei, onde surgiu o novo coronavírus, mas também para o resto da China. De acordo com a Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV), o impacto nas viagens de brasileiros ao território chinês ainda é pequeno. “Ainda não tivemos um impacto significativo. Por enquanto, ele está localizado em agências especializadas em viagens à Ásia. A China ainda é um destino exótico, que não está entre os dez mais procurados pelos brasileiros”, explica Magda Nassar, presidente da ABAV Nacional. “Mas esse não é o momento de ir à China”, aconselha.

Entre as agências especializadas, a China Turismo, uma mais tradicionais do mercado nacional com 40 anos de atuação, cancelou as viagens, de lazer e corporativas, nos meses de janeiro e fevereiro. “Estamos seguindo as orientações do governo chinês e devemos retomar as viagens apenas em março ou abril”, explica Sokan Kato Young, diretor da agência.

O Instituto Confúcio, órgão da Universidade Estadual Paulista (Unesp) que envia estudantes para a China, também teve sua rotina alterada. Dois professores que deveriam voltar por conta de um acordo com a universidade foram aconselhados a permanecer por lá. "Eles chegam como professores visitantes e ficam aqui (no Brasil) por um e dois anos. Quando vence o período, vão embora e outros chegam para ocupar a mesma função. Todo semestre existe essa troca. Precisamos esperar passar”, explica Luiz Antonio Paulino, diretor da entidade. 

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