Encontro discute acesso a testes de diagnóstico na América Latina

Objetivo é tratar do acesso, por meio de programas de saúde pública na América Latina, a exames com qualidade assegurada

Agência Brasil,

17 de abril de 2012 | 19h01

 Representantes de países como a Argentina, o Peru, Honduras, o Uruguai e o Paraguai estão reunidos em Brasília para tratar do acesso, por meio de programas de saúde pública na América Latina, a testes de diagnóstico in vitro com qualidade assegurada.

Para o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Claudio Maierovitch, a discussão é oportuna para a saúde pública brasileira. Ele lembrou que a área de diagnóstico laboratorial é habitualmente tratada “com menos glamour”, mas avaliou que os profissionais de saúde no país já começam a ver esse tipo de frente de ações de outra maneira.

Durante a abertura do encontro, o coordenador do Programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids no Brasil, Pedro Chequer, ressaltou que a iniciativa é relevante sobretudo para o diagnóstico do HIV. Segundo ele, a região precisa avançar no controle da qualidade de produtos para diagnóstico in vitro, além de ampliar as parcerias entre países e estabelecer uma agenda de cooperação.

“Ainda temos centenas de milhares de pessoas necessitando de diagnóstico, tratamento e acompanhamento na América Latina”, disse, ao destacar a expectativa de que, em médio prazo, países envolvidos na discussão consigam universalizar o acesso ao diagnóstico do HIV, da sífilis e das hepatites virais.

A vice-presidenta de Produção e Inovação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rita Byington, destacou que o momento é estratégico e privilegiado para se promover a discussão sobre o acesso a testes de diagnóstico in vitro no Brasil, já que as atuais políticas de governo tendem a associar o desenvolvimento econômico ao desenvolvimento social.

“O diagnóstico in vitro é absolutamente imprescindível para o SUS [Sistema Único de Saúde]“, disse. Dados da Fiocruz indicam que 570 milhões de testes de diagnóstico foram feitos no ano passado em todo o país. O número, de acordo com Rita, é considerado insuficiente diante da demanda. Uma das saídas, segundo ela, são parcerias público-privadas que possibilitem mais investimentos em programas da saúde pública.

O encontro continua até quarta-feira, 18, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O evento é organizado pela Câmara Brasileira do Diagnóstico Laboratorial em parceria com a Fundação Mérieux e com a London School of Hygiene and Tropical Medicine.

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