Endeavour se acopla à Estação Espacial Internacional

O ônibus espacial conectou-se às 7h15, horário de Brasília, de forma manual

estadão.com.br com Efe e Reuters,

18 Maio 2011 | 07h52

MOSCOU - A nave americana Endeavour com seis astronautas a bordo se acoplou nesta quarta-feira com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS), informou um porta-voz da Nasa no Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia. O Endeavour conectou-se às 7h15 (de Brasília) de forma manual e os astronautas abriram as escotilhas às 8h38, uma hora antes do previsto, e entrarando na plataforma orbital.

 

O comandante da nave, Mark Kelly, foi o encarregado de realizar a manobra de acoplamento. Além dele, participam da missão o piloto Greg Johnson; os especialistas Mike Fincke, Andrew Feustel, Greg Chamitoff; e o astronauta da Agência Espacial Europeia, Roberto Vittori. Na ISS, serão recebidos, entre outros, pela americana Catherine Coleman e pelo italiano Paolo Nespoli, que fotografaram a manobra de acoplamento.

 

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A viagem de dois dias ao entreposto orbital terminou na madrugada de quarta-feira enquanto nave e estação flutuavam 350 km acima do nordeste do Chile.

 

O comandante Mark Kelly manipulou com cuidado os jatos de manobra para acoplar a Endeavour no porto de atracamento do módulo Harmony da estação. Após se certificar de que os pontos de contato entre as duas estruturas estão hermeticamente selados, Kelly e seus cinco colegas de tripulação entrarão a bordo da estação para iniciar uma missão conjunta planejada para durar 16 dias.

 

O Endeavour teve que cancelar a primeira data de lançamento por um problema com dois aquecedores da unidade de potência auxiliar (APU) no dia 29 de abril. Posteriormente, no dia 2 maio, data anunciada pela Nasa para a nova decolagem, foi adiada outra vez por problemas técnicos.

 

A missão. A nave chega à ISS dois dias depois do lançamento para uma estadia que deve durar 16 dias. Dezesseis nações são parceiras no projeto da Estação Espacial de US$ 100 bilhões.

 

O plano da Nasa depois do fim do programa de ônibus espaciais é fazer com que os astronautas americanos sejam transportados até a Estação Espacial Internacional por meio da nave Soyuz, da Rússia, talvez até a metade da atual década (o serviço prestado pela Rússia custa US$ 51 milhões por astronauta para os Estados Unidos). Eventualmente eles pretendem contar com naves europeias e japonesas também. Depois, a Nasa deve começar a usar os serviços de companhias privadas nas suas viagens para o espaço. Atualmente as empresas particulares cobram US$ 63 milhões por passagens para 2014.

 

 

Além disso tudo, a Endeavour ainda leva para a ISS um aparelho de US$ 2 bilhões que os cientistas esperam que esclareça parte dos mistérios envolvidos na chamada matéria escura. O aparelho é chamado Espectrômetro Alfa Magnético (AMS) e deverá analisar raios cósmicos de alta energia, sendo o primeiro a olhar detalhadamente para esse tipo de matéria no espaço.

 

Além de instalar o AMS do lado de fora da ISS usando braços robóticos, a equipe da Endeavour tem quatro caminhadas espaciais planejadas para ajudar a Estação Espacial a se preparar para o fim do programa de ônibus espaciais.

 

O ônibus também entrega uma plataforma carregada com grandes peças de reposição, na esperança de manter a estação em funcionamento por mais 10 anos. O carregamento inclui duas antenas de comunicações de banda-S, um tanque de gás de alta pressão, o sistema robótico canadense Dextre e escudos para proteger a ISS de micrometeoritos.

 

Após o retorno do Endeavour, as atenções da Nasa se voltarão para o lançamento do Atlantis, que está previsto para o dia 28 de junho. Esse será o 135º e último lançamento de ônibus espacial da agência espacial norte-americana.

 

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