Engenheiros planejam lançamento de telefone celular ao espaço

Objetivo é comprovar a capacidade do aparelho e se o dispositivo consegue controlar um satélite

Efe,

24 Janeiro 2011 | 15h47

LONDRES - Uma equipe de engenheiros britânicos planeja lançar um telefone celular ao espaço para comprovar a capacidade do aparelho e se o dispositivo consegue controlar um satélite.

 

Um grupo de pesquisadores da Surrey Satellite Technology Limited (SSTL) em Guildford, no sul da Inglaterra, quer averiguar se as sofisticadas funções que incorporam habitualmente os aparelhos funcionam, também, em cenários mais complexos.

 

Segundo informou a BBC nesta segunda-feira, 24, o telefone usará o sistema operacional Android do Google, e será responsável por controlar um satélite de 30 centímetros de longitude além de fotografar imagens da Terra.

 

Apesar da telefonia celular já ter sido empregada em altitudes elevadas em globos aerostáticos, esta pode ser a primeira vez que um celular seja lançado em órbita a várias centenas de quilômetros acima do planeta.

 

O diretor de projetos de SSTL, Shaun Kenyon, observou em declarações à BBC que "os smartphones modernos são assombrosos" e comentou que "agora vêm com processadores de até 1GHz e têm muitíssima memória". "

 

A princípio, queremos ver se o telefone funciona lá em cima e, se funcionar, queremos ver se o telefone pode controlar um satélite", explicou o especialista.

 

A missão, denominada STRaND-1 e que será realizada no final do ano, reuniu tanto pesquisadores da empresa como cientistas do Centro Espacial da Universidade de Surrey (SSC).

 

A equipe anunciou que quer recorrer a um modelo padrão de um custo inferior às 300 libras (equivalente a 350 euros) e disponível em qualquer loja de telefonia.

 

"Não vamos abrir o aparelho, nem vamos extrair peças e também não vamos tirar os circuitos para soldá-los em nosso satélite", explicou Kenyon.

 

O especialista acrescentou que a equipe vai dispor de outra câmera no satélite "para poder fotografar o telefone", já que querem "operar na tela e tomar boas imagens".

 

Segundo a BBC, durante a primeira parte do projeto, o aparelho atuará junto com o computador principal da aeronave, e depois assumirá o controle.

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