Brian Snyder/Reuters
Brian Snyder/Reuters

Entenda como funciona o processo de desenvolvimento de uma vacina

CONTEÚDO ABERTO PARA NÃO-ASSINANTES: Produção de imunizante obedece a um rígido protocolo e passa por diversas fases até chegar ao público

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2020 | 11h30

O desenvolvimento de uma vacina segue altos padrões de exigência de qualidade e protocolos de procedimentos éticos em todas as suas fases. O processo inclui a pesquisa inicial e os testes em animais e em seres humanos, até a avaliação final dos resultados pelas agências reguladoras.

As fases de desenvolvimento de uma vacina são:

  1. Fase exploratória ou laboratorial: Fase inicial ainda restrita aos laboratórios. Momento em que são avaliadas dezenas e até centenas de moléculas para se definir a melhor composição da vacina.
  2. Fase pré-clínica ou não clínica: Após a definição dos melhores componentes para a vacina, são realizados testes em animais para comprovação dos dados obtidos em experimentações in vitro.
  3. Fase clínica: É a testagem do produto em seres humanos. Esta fase do processo se divide em três:
  4. Fase 1 – a primeira etapa tem por objetivo principal testar a segurança do produto. São testados poucos voluntários, de 20 a 80, geralmente adultos saudáveis.
  5. Fase 2 – a segunda etapa da testagem em seres humanos analisa mais detalhadamente a segurança do novo produto e também sua eficácia. Em geral, é usado um grupo um pouco maior, que pode chegar a centenas de pessoas.
  6. Fase 3 – na última etapa o objetivo é testar a segurança e eficácia do produto especificamente no público-alvo a que se destina. Nesta etapa, o número de participantes pode chegar a milhares. Mesmo depois da aprovação, nova vacina continua sendo monitorada, em busca de eventuais reações adversas.

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