Entenda como o clima afeta a difusão da gripe suína

Saber o impacto do frio, do calor, da umidade ou da secura sobre o vírus pode ajudar a controlar a doença

REUTERS

28 Abril 2009 | 10h32

Países se adiantam à OMS e recomendam adiamento de viagens  Climatologistas estão estudando a gripe suína para ver se o clima pode influenciar sua difusão e gravidade da doença. Determinar o impacto do frio, do calor, da umidade ou da secura sobre o vírus H1N1 - que já matou mais de 150 pessoas no México e já se espalhou por sete países - pode ajudar os países e regiões mais vulneráveis.

 

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A informação climática também pode dar pistas sobre a propensão do vírus a voltar ano após ano, de forma sazonal.

A seguir, detalhes sobre a sazonalidade da gripe comum, e como os clima e outros fatores afetam esses padrões, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, da Organização Meteorológica Mundial e de importantes cientistas:

Frio e seco - em partes temperadas do globo (ou seja, além das zonas tropicais), o auge da incidência da gripe é no inverno. O clima frio e seco ajuda o vírus a sobreviver fora do organismo, já que nessas condições as partículas de salivas levam mais tempo para evaporar e permanecem no ar por períodos mais longos.

Calor e umidade - há surtos de "influenza" (gripe) nos trópicos, mas com menos frequência do que nas áreas temperadas e sem a sazonalidade esperada nas regiões de invernos rigorosos.

A precariedade dos laboratórios e dos dados sobre a saúde, especialmente na África e na América Latina, dificultam a tarefa dos especialistas internacionais de monitorarem a transmissão viral em regiões tropicais.

Ciclos escolares - sabe-se que os períodos letivos também afetam a sazonalidade da gripe. As férias de inverno tendem a reduzir a transmissão da gripe entre crianças em até 25 por cento, em grande parte porque há menos oportunidades para que o vírus se espalhe entre grupos grandes.

Outros fatores - a cepa exata do vírus em circulação, que pode mudar de temporada para temporada, pode influir também na sua virulência e na quantidade de pessoas contaminadas a cada surto. Os níveis de imunidade da população, os programas de vacinação, as práticas de higiene e outros fatores também influem.

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