Tiago Queiroz/Estadão - 05/10/2021
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Entenda quais são as recomendações do governo de SP para redução de público em eventos

Gestão João Doria anunciou nesta quarta-feira, 12, novas restrições após novo avanço da covid-19 no Estado. Partidas de futebol do Campeonato Paulista terão de respeitar um limite de 70% do público

João Ker e Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2022 | 18h00

O governo de São Paulo recomendou nesta quarta-feira, 12, que os municípios paulistas reduzam o público em eventos públicos e privados com aglomeração, como festas, shows e atividades esportivas. A medida, que depende do aval da prefeitura de cada cidade, foi tomada em razão do avanço dos casos de covid-19 no Estado. 

Entenda a seguir detalhes da recomendação feita pelo governo. 

Qual foi a recomendação do governo de São Paulo sobre eventos? 

O governo recomendou que as prefeituras restrinjam em 30% o público de eventos públicos e privados, como festas, shows e atividades esportivas. A recomendação não é compulsória e depende do aval e implementação do gestor de cada cidade. 

No caso do futebol profissional, o que ocorreu foi uma determinação obrigatória encaminhada à Federação Paulista de Futebol que deverá começar a valer a partir de 23 de janeiro com o início do Campeonato Paulista. Por isso, todos os jogos deverão ter até 70% do público independentemente de qual cidade sediará as partidas. 

Por que a decisão de restrição de público foi tomada agora? 

O Estado observa alta nos indicadores de covid-19, com aumento nos registros de casos e internações pela doença. A quantidade de pessoas internadas em UTI aumentou 58% em duas semanas e o número de internados em enfermarias, 99%. São Paulo segue a tendência brasileira, que vê um novo recrudescimento da doença nas últimas semanas. 

As cidades têm de adotar a redução de 30%?

A recomendação do governo não é compulsória. Segundo explicou João Gabbardo, coordenador executivo do Comitê Científico de Combate à Covid-19 do governo, os municípios poderão adotar restrições mais duras do que os 30% de redução de público. "Os municípios têm situações diferentes e enfrentam realidades diferentes. (Eles podem) legislar de acordo com sua situação epidemiológica. (Os 30%) é a régua mínima", explicou.

Esse patamar de 30% poderá ser alterado pelo governo? 

Sim. Gabbardo não descartou elevar esse patamar recomendado nas próximas semanas. "Trabalhamos em cima da realidade do momento. O acréscimo de internações é bastante significativo, mas esse número ainda sai de uma base muito baixa. Se compararmos as internações em UTI em relação à nossa capacidade, significa 13% de todos os leitos. As recomendações têm que ser proporcionais à que estamos vivendo. É definitivo? Não. Vamos examinar a realidade e os números (a cada semana)", declarou nesta quarta-feira, 12.

A medida vale para bares e restaurantes? 

Não. A recomendação se restringe a eventos, shows e atividades esportivas, e não engloba o setor de comércio e serviços, em um primeiro momento. "Não há, neste momento, nenhuma indicação e necessidade de fechamento ou restrições ao comércio e setor de serviços, assim como ao setor produtivo do agronegócio e da indústria. Há, sim, cautela e recomendação expressa para que as pessoas usem máscaras o tempo todo", afirmou na terça-feira o governador João Doria. 

O uso de máscaras continua sendo obrigatório? 

Sim. O Estado prorrogou nesta quarta-feira a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção facial até 31 de março. 

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