Divulgação/ CCR Autoban
Divulgação/ CCR Autoban

Entidade de deficientes auditivos recebe máscaras que permitem leitura labial

Os protetores faciais são feitos em tecido de algodão e, na região dos lábios, possuem camadas de material plástico transparente

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2020 | 05h00

SOROCABA – Cerca de 500 máscaras que permitem a leitura labial e, ao mesmo tempo, protegem contra o novo coronavírus, serão doadas nesta quinta-feira, 25, para uma entidade que atende deficientes auditivos, em Jundiaí, no interior de São Paulo. Os protetores faciais são feitos em tecido de algodão e, na região dos lábios, possuem camadas de material plástico transparente, permitindo que os assistidos possam enxergar o movimento da boca quando se comunicam, o que é impedido por máscaras tradicionais.

Os protetores serão doados pela concessionária de rodovias CCR Autoban à Associação Terapêutica de Estimulação Auditiva e Linguagem (Ateal), entidade de pesquisa e assistência, fundada em 1982. Conforme Elaine Esteves, da área de responsabilidade social da concessionária que administra o sistema Anhanguera-Bandeirantes, as máscaras foram desenhadas e desenvolvidas especialmente para esse público.

Para a produção, a Autoban contratou o Grupo Primavera, uma organização social de Campinas que desenvolve programa de inclusão social e mantém oficinas de corte e costura para atender a comunidade. “Identificamos que o uso da máscara de tecido tradicional dificulta a comunicação dos deficientes auditivos, por cobrirem a região da boca, por isso pedimos às costureiras que desenvolvessem essas máscaras com transparência, em conjunto com as áreas técnicas da associação e da concessionária, atendendo as normas de saúde”, disse.

A Autoban já realizou outras parcerias com a associação de Jundiaí, incluindo a compra de 630 aparelhos de amplificação sonora individual, por meio de um programa de atenção à saúde da pessoa com deficiência, do Ministério da Saúde. Conforme o IBGE, cerca de 10 milhões de brasileiros possuem deficiência auditiva. A concessionária também produziu, com entidades sociais, cerca de 30 mil máscaras tradicionais para entidades que atendem idosos, pessoas em situação de rua, hospitais e caminhoneiros.

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