Epidemia de coqueluche na Califórnia é a mais grave dos últimos 60 anos

Nove dos dez bebês que morreram este ano pela doença eram latinos e menores de três meses

Efe

27 Outubro 2010 | 21h09

LOS ANGELES - A epidemia de coqueluche que atinge a Califórnia desde o verão (do Hemisfério Norte) continua aumentando e atinge principalmente os bebês hispânicos, segundo os últimos números divulgados pelo Departamento de Saúde do Estado.

Até 26 de outubro, foram confirmados 6.257 casos (279 a mais que na semana anterior), número que não era superado desde 1950. Nove dos dez bebês que morreram este ano pela doença eram latinos e menores de três meses.

Entre as causas pelas quais os bebês hispânicos apresentam maior incidência, as autoridades destacam a falta de acesso a serviços preventivos de saúde e a maior propensão a viver em casas com grande concentração de pessoas, o que aumenta o risco de contágio.

Como medida de prevenção, as autoridades recomendam aplicar a vacina, não somente nos bebês, mas nos pais e em todas os indivíduos que tenham contato com as crianças no primeiro ano de idade.

Recentemente, o Departamento de Saúde da Califórnia recomendou que os adolescentes também se vacinem, ao notar um aumento no nível de contágio, que atualmente é de 34,5 casos para cada 100 mil habitantes. Entre os bebês hispânicos menores de 6 meses, o indicador é de quase 366 casos em 100 mil.

O índice médio de contágio é de 16 casos para cada 100 mil pessoa, indicador que não era alcançado desde 1959, quando os contágios foram de 16,1 em 100 mil.

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