Equipe capta imagens de criaturas estranhas no fundo do mar

Expedição neozelandesa recolheu milhares de amostras de espécies submarinas adaptadas às condições inóspitas das profundezas do oceano

Efe,

01 de junho de 2012 | 10h47

 Uma expedição neozelandesa recolheu milhares de amostras de espécies submarinas e captou imagens inéditas de estranhas criaturas adaptadas às condições inóspitas das profundezas do oceano.

O barco Tangaroa, da organização neozelandesa NIWA, fez uma viagem de três semanas para entender a vulnerabiliade diante da ação humana das comunidades submarinas que habitam as águas da costa da Nova Zelândia.

Em uma área de 10.000 quilômetros quadrados e a uma profundidade de 1.500 metros, colheram cerca de 5 mil amostras que os cientistas acreditam ser novas para a ciência.

Nessa expedição foi explorada pela primeira vez os montes submarinos Tangaroa, situados a cerca de 200 quilômetros da cidade de Wahakatane (Ilha Norte) e que fazem parte da cordilheira submarina Kermadec.

Ali foi confirmada a presença de um vulcão e de uma área hidrotermal que tinha uma espécie de fumaça branca e foram captadas imagens e amostras de espécies estranhas de cracas e camarões ou enormes mexilhões de até 30 centímetros de comprimento.

Durante a expedição foi constatado que "os animais estão especificamente adaptados a suportar os grandes níveis de gases e água quente produzidos no conduto hidrotermal", disse o chefe da expedição, Malcolm Clark.

Ele também comentou que os canions estudados são similares aos vales profundos e desfiladeiros que existem na Nova Zelândia. "O fundo deles geralmente é composto de barro espesso, mas também tem pedras e pedregulhos que caíram das paredes", que são rochosas e têm corais e esponjas, além de barro e areia.

Durante a expedição, foram produzidas pequenas avalanches, oque mostra que se trata de uma zona frágil e delicada diante de potenciais atividades de expolração e extração de recursos energéticos ou minerais de pesca em grandes profundezas.

Os estudos, financiados pelo governo neozelandês, servirão para compreender a vulnerabilidade das comunidades que habitam as profundezas do mar diante de atividades humanas como perfuração do leito marítimo, pesca e mineração.

As amostras somam a informação sobre as estruturas e comportamentos das comunidades biológicas na cadeia Kermade, onde há uns 50 vulcões submarinos ao longo de uns 1.500 quilômetros.

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