Equipe de cientistas acha nova pista sobre malária em macaco africano

Descoberta abre caminho para a análise do genoma do agente responsável pela doença

Efe

05 Julho 2011 | 11h10

Paris - Um pequeno macaco africano pode esconder a chave para descobrir a origem da malária, informou nesta terça-feira o Centro Nacional de Pesquisas Científicas francês (CNRS).

Uma equipe de pesquisadores dirigida por cientistas franceses demonstrou a presença do plasmodium falciparum, o agente responsável pela malária, nos macacos cercopitecídeos, pertencentes a uma família diferente da do homem.

A pesquisa acaba de ser publicada na revista americana PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences).

Até o momento, acreditava-se que o parasita era específico dos hominídeos, família de primatas constituída de dois ramos: o do homem e o dos grandes símios (gorilas, chimpanzé, orangotango).

A descoberta indicaria que a origem seria anterior aos hominídeos e abre caminho para a análise do genoma do agente no cercopitecídeo.

Segundo o CNRS, a possibilidade de comparar a sequência do parasita no cercopitecídeo com a presente no homem permitiria saber como se adaptou ao ser humano e conhecer seus pontos fracos para reforçar a luta contra a praga.

A malária causa a morte de um milhão de pessoas por ano, a maioria na África.

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