Kristi L. Salão/Nature
Kristi L. Salão/Nature

Equipe inocula zika em macacos e libera dados em tempo real

Grupo pretende infectar macacas grávidas a fim de compreender os casos em que a infecção pode causar microcefalia

Fábio de Castro, O Estado de S. Paulo

27 Fevereiro 2016 | 03h00

Um grupo internacional liderado pelo virologista americano David O’Connor, que conseguiu infectar macacos com o vírus zika, adotou uma prática incomum entre cientistas: em vez de publicar os resultados em revistas científicas, os pesquisadores estão liberando todos os dados em tempo real na internet.

De acordo com Renato Aguiar, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que faz parte do grupo, denominado Equipe de Ciência Experimental da Zika, a equipe já conseguiu infectar três primatas e pretende infectar macacas grávidas a fim de compreender os casos em que a infecção pode causar microcefalia. “A ideia é acompanhar de perto como o vírus evolui e se desenvolve em um modelo animal”, disse Aguiar. 

Segundo ele, O’Connor, que estava no Brasil até esta sexta, percebeu a gravidade da epidemia de zika e decidiu abrir completamente os dados. “A revista Nature publicou um comentário, parabenizando essa iniciativa inovadora. Com as informações detalhadas divulgadas rapidamente, outros cientistas poderão planejar experimentos semelhantes”, afirmou. 

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