Luis Echeverria/Reuters
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Ernesto Araújo diz que ainda há cerca de 6 mil brasileiros no exterior que procuram voltar ao País

De acordo com o ministro, há casos de brasileiros que começam a não ter onde ficar, em função do fechamento de hotéis, por isso, a prioridade do governo é trazer essas pessoas de volta

Amanda Pupo, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2020 | 19h12

BRASÍLIA - O ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou em entrevista à CNN Brasil que ainda há cerca de seis mil viajantes brasileiros no exterior retidos por fechamentos de fronteiras e cancelamentos de voos em razão do novo coronavírus. Segundo ele, o governo já viabilizou o retorno de cerca de três mil pessoas desde o início da crise, a maioria de Portugal, Marrocos e Peru.

De acordo com o ministro, há casos de brasileiros que começam a não ter onde ficar, em função do fechamento de hotéis, por exemplo. Por isso, a prioridade do governo é trazer esses casos de volta ao País. "Mesmo para assistência consular, nossa capacidade é limitada frente a problemas como esses, pois muitas vezes os brasileiros estão em hotéis que já não têm como operar", disse.

Araújo afirmou também que, no momento, o maior número de brasileiros aguardando o regresso ao Brasil está em Portugal, onde ainda permanecem dois mil. "Pela negociação com várias companhias, já trouxemos quase 1.500 nesses últimos dias", disse.

O ministro também fez um apelo para que pessoas que enfrentam problemas para voltar mantenham atenção nas redes sociais do Itamaraty. "Se as pessoas telefonam e encontram linhas congestionadas, saibam que estamos totalmente disponíveis e trabalhando insistentemente. Elas precisam mandar informações para mapearmos onde estão os problemas", explicou.

G20 e acordos comerciais

Araújo também afirmou que está mantida a reunião extraordinária virtual dos países do G20 nesta semana, convocada para tratar da resposta coordenada à pandemia de coronavírus. O ministro avaliou ser "muito útil" uma discussão "nesse nível". "Outra dimensão muito importante, é que o G20 ganhou relevância na crise econômica de 2008, por isso tem papel frente ao impacto econômico da pandemia na economia mundial e sobre como manter emprego e atividade econômica", disse.

Ao ser questionado sobre qual seria o impacto do coronavírus nos acordos comerciais em andamento, o ministro afirmou que todas as medidas tomadas pelo governo existe o cuidado de não prejudicar o comércio, o trânsito de mercadorias, e os transportes marítimo e aéreo. "Temos o compromisso de terminar negociações em curso. Quando a vida voltar ao normal, a agenda comercial certamente será um elemento importante para atingir o crescimento que esperamos para o Brasil", disse.

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