Erradicação da pólio recebe investimento de US$ 630 milhões

A pólio, que deveria ter desaparecido até 2005, continua endêmica no Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão

Associated Press,

21 de janeiro de 2009 | 17h11

Bill Gates e outros doadores estão oferecendo mais de US$ 630 milhões ao esforço internacional para a erradicar a pólio, depois que a doença ressurgiu em sete países que estavam livres da moléstia.   Gates anunciou que sua fundação, juntamente com o grupo filantrópico Rotary International e os governos britânico e alemão, doarão o dinheiro ao longo dos próximos  anos.   A despeito da injeção de fundos, a campanha ainda precisa de US$ 340 milhões para sobreviver até 2010.   A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que outros US$ 2 bilhões serão necessários até 2013, quando, espera-se, a doença terá desaparecido.   "Estou muito otimista de que conseguiremos" erradicar a doença, disse Gates. Sua fundação doou US$ 255 milhões.   Pólio é uma doença transmitida por água contaminada e que causa paralisia e, às vezes, a morte. Ela ataca, principalmente, crianças menores de 5 anos.   O número de casos no mundo caiu mais de 99% desde que a OMS e seus parceiros iniciaram a campanha pela erradicação, em 1988. Mas o número de casos - menos de 2.000 ao ano - continua estável desde o início do século.   Dois prazos para a eliminação total da doença, 2000 e 2005, passaram sem ser cumpridos.   A pólio continua endêmica no Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão. Na Nigéria, a baixa adesão às campanhas de vacinação, principalmente por motivos religiosos, permitiu um ressurgimento do vírus. No Paquistão e no Afeganistão, a guerra contra o Taleban torna difícil levar a vacina a todas as crianças. E, na Índia, o vírus resiste, a despeito de vários esforços para ampliar a cobertura da vacina.

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