Erupção de labareda no Sol amputa cauda de cometa

Observação mostra a cauda ganhando brilho enquanto a ejeção passa por ela, e a subseqüente separação

01 de outubro de 2007 | 14h51

Um satélite da Nasa fotografou, pela primeira vez, uma colisão entre uma labareda emitida pelo Sol e um cometa. O choque, registrado por dos dois satélites Stereo, fez com que a cauda de plasma do cometa de Encke se desprendesse por completo do corpo principal.   As observações mostram a cauda ganhando brilho enquanto a ejeção de massa da corona solar passa por ela, e a subseqüente separação, quando a cauda é arrastada pela frente da ejeção.    "Ficamos aturdidos quando vimos essas imagens", disse Angelos Vourlidas, principal autor do trabalho que descreve o evento. "Esta foi a primeira vez que testemunhamos a colisão de uma ejeção coronal de massa e um cometa, e a surpresa de ver a causa se soltar foi a cobertura do bolo".   O comete de Encke estava entre a órbita de Mercúrio e o Sol quando a ejeção, primeiro, esmagou a cauda e, em seguida, arrancou-a de vez. Encke é o segundo  cometa periódico identificado na história. O primeiro é o Halley. O efeito da colisão é descrito no periódico Astrophysical Journal Letters.   Ejeções de massa coronal são erupções violentas de massas bilhões de toneladas. Elas podem viajar de dezenas a milhares de quilômetros por segundo.   Além do interesse científico, esses fenômenos são acompanhados porque as ejeções podem interagir com o campo magnético terrestre, causando danos a satélites e pondo em risco as redes de distribuição de energia elétrica.   Cometas são corpos gelados que geralmente se mantêm em regiões distantes do Sistema Solar.   Eventualmente, a atração gravitacional de um planeta ou de outros cometas envia um deles numa viagem rumo ao interior dos sistema, onde o calor do Sol vaporiza gás e poeira da superfície do cometa, dando origem à cauda. Cometas costumam ter duas caudas: uma de poeira e outra, mas tênue, de gás eletricamente carregado, ou plasma.

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