Erupções em supervulcões poderiam ser previstas com estudo do magma

Investigação analisou os processos que ocorrem no magma e o tempo em que eles ocorrem

Efe,

02 de fevereiro de 2012 | 08h15

 As erupções de supervulcões adormecidos a centenas de anos poderiam ser previstas com a análise das mudanças na composição do magma, segundo um estudo publicado na revista britânica "Nature".

A investigação analisou os processos que ocorrem no magma das caldeiras vulcânicas e o tempo em que eles ocorrem, o que dá mais informações sobre o que se sucede antes de uma erupção.

Os supervulcões são capazes de expulsar milhares de quilômetros cúbicos de magma em poucos dias, mas sua forma não é associada a uma montanha, como os vulcões normais, e geralmente se encontram em locais planos.

A equipe, liderada pelo geólogo Timothy Druittm, da universidade francesa Blaise Pascal, e por Jon Blundy, da universidade britânica de Bristol, estudou os cristais incrustados em rochas vulcânicas da ilha grega de Santorini.

Este material faz parte da larva derramada numa grande erupção ocorrida em torno de 1.600 a . C., que contribuiu para configurar o arquipélago e que aconteceu 18 mil anos depois do episódio anterior.

Os geólogos descobriram que nos cem anos anteriores a uma erupção a reserva de magma dentro do vulcão aumentou e ocorreram mudanças em sua composição.

O prazo de tempo entre erupções deste tipo costuma ser de milhares de anos, mas é difícil calcular esse período pois ainda não foram realizadas pesquisas suficientes sobre o fenômeno.

No entanto, esta nova investigação abriu caminho para a previsão de uma erupção de um supervulcão. Os cientistas consideram que as remodelações no magma ocorrem aproximadamente cem anos antes de ocorrer uma erupção.

Por isso, a observação a longo prazo das mudanças no magma permitiria prever erupções devastadoras em supervulcões adormecidos há muito tempo, mais ainda parcialmente ativos, como em Long Valley e Yellowstone, nos Estados Unidos, e em Campi Flegrei, na Itália.

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