Escalada da gripe no Japão suspende aulas em 2.400 escolas

Cem casos foram confirmados em dez dias; alta densidade populacional e eventos escolares favorecem contágio

Efe

18 Maio 2009 | 08h42

Nova York tem a primeira morte causada pela gripe suína

A gripe suína se expandiu com rapidez no Japão, onde a alta densidade populacional e eventos esportivos escolares contribuíram para o contágio de mais de cem pessoas em apenas dez dias, apesar das rigorosas medidas de precaução. Nesta segunda, 18, o número de pacientes contaminados chegou a 135, ainda que nenhum em estado grave, e aproximadamente 2.400 colégios foram fechados nas províncias de Hyogo e Osaka, região central do país.

 

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Até a última sexta, 15, o Japão havia registrado apenas quatro casos da gripe. A expansão foi rápida pois os primeiros pacientes detectados faziam parte de uma excursão escolar que viajou ao Canadá. A maioria dos novos pacientes são estudantes de ensino médio das províncias afetadas.

 

Se teme agora o efeito da gripe em uma população envelhecida como a japonesa, onde 21,5% da população tem mais que 65 anos. Outro risco é que a gripe chegue à Tóquio, cidade com a maior densidade populacional do mundo, com 5.847 habitantes por quilômetro quadrado, muito acima da média de 340 do país, já bastante elevada.

 

O primeiro ministro japonês, Taro Aso, pediu nesta segunda que as pessoas mantenham a calma, e o Ministério da Saúde que se evitem grandes concentrações de pessoas e a organização de eventos coletivos. Na página do Ministério no site YouTube, o ministro Yoichi Masuzoe solicita em vídeo que a população japonesa lave suas mãos, faça gargarejos e utilize máscaras.

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