Escola dos EUA dará anticoncepcionais a meninas de 11 anos

Medida, que atinge garotas de até 14 anos, é forma de atenuar o aumento da gravidez entre adolescentes

Efe,

19 de outubro de 2007 | 09h52

Uma escola do Estado americano do Maine recebeu autorização para fornecer pílulas anticoncepcionais para meninas de 11 a 14 anos sem precisar notificar os pais, informou nesta sexta-feira, 19, a imprensa local. A medida foi tomada pelo Conselho Escolar de Portland, como uma forma de atenuar o aumento da gravidez entre adolescentes. Segundo um relatório elaborado com três escolas públicas da cidade, a gravidez entre adolescentes teve um aumento de 17% nos últimos quatro anos. Por causa disto, o departamento de Saúde Pública de Portland propôs que a escola de ensino médio King oferecesse uma série de serviços, entre eles vacinações, fornecimento de anticoncepcionais e assessoria para o combate de doenças sexualmente transmissíveis. Apesar da polêmica e dos diferentes posicionamentos dos pais dos alunos das escolas, a medida teve o apoio de dez dos 12 membros do Conselho Escolar. Em reunião com pais, Pat Patterson, diretor médico do Centro de Saúde Escolar, afirmou que o acesso a anticoncepcionais não provoca o aumento da atividade sexual. No entanto, nem todos os pais se convenceram deste posicionamento. Em reunião realizada na última quarta, muitos afirmaram que a escola estava violando direitos e disseram que podem processar a instituição.

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