Elza Fiuza/Agência Brasil
Elza Fiuza/Agência Brasil

Escolas e universidades assinam pacto de combate ao 'Aedes'

O ministro da Educação convocou estudantes, professores e estudantes a se engajarem para eliminar focos do mosquito

Luísa Martins, O Estado de S. Paulo

04 Fevereiro 2016 | 20h14

BRASÍLIA - Vinte conselhos, associações e entidades ligadas à educação assinaram nesta quinta-feira, 4, um pacto em que se comprometem a contribuir no combate ao zika vírus, que tem sido associado por pesquisadores a um surto de microcefalia em bebês. Participaram da reunião 22 secretários estaduais e 110 municipais, representando as cidades que, de acordo com o Ministério da Saúde, têm maior risco de epidemia de dengue, zika e chikungunya - doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

“Ainda não temos tratamento específico contra o zika vírus e, ao que tudo indica, ainda há bons anos pela frente até que exista uma vacina. Até lá, a única resposta que podemos dar é lutar incansavelmente para que o mosquito não nasça. Acreditamos que as escolas são a nossa principal força”, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Ele enviou cartas a diretores, professores, secretários de educação, trabalhadores de escolas, estudantes e seus familiares convocando para que todos se engajem na eliminação dos focos do mosquito, que se reproduz em água parada. “Somos cerca de 60 milhões de brasileiros distribuídos em 200 mil salas de aula. Com a união de todos - da educação infantil à pós-graduação, das escolas privadas às particulares - vamos conseguir vencer esse grande desafio”, afirma.

O pacto afirma que as ações devem ser desenvolvidas durante todo o ano letivo. Porém, é preciso uma programação especial para as datas de 19 e 26 de fevereiro e 4 de março, quando mobilizações serão realizadas em todo o Brasil e as escolas deverão programar atividades internas e externas, nas comunidades onde estão inseridas.

“Campanhas de um dia só são insuficientes. É preciso um vigilância permanente e cotidiana durante os próximos três ou quatro anos, até que a medicina nos dê respostas mais concretas”, recomendou o secretário-executivo substituto do Ministério da Saúde, Neilton Oliveira. Segundo ele, a principal razão para a expansão do vírus, principalmente pela América Latina, é o alto grau de urbanização da sociedade, o que consequentemente aumenta a produção de lixo e favorece o surgimento de criadouros do Aedes.

Representantes da área de educação de vários Estados relataram as ações que vêm tomando nas escolas para erradicar o mosquito. No Ceará, um curso online sobre o mosquito e as doenças que ele transmite vai valer como nota, para os alunos de Ensino Médio, na disciplina de Biologia. Um aplicativo está sendo desenvolvido na Paraíba para que fotografias de criadouros do mosquito sejam enviadas aos centros de controle com as respectivas geolocalizações, auxiliando o trabalho dos agentes de vigilância. O Rio de Janeiro trabalhará nas redes sociais com a hashtag #EscolaSemAedes, em que serão publicadas fotos e relatos sobre as “faxinas” nas salas de aula.

O Ministério da Educação (MEC) deve lançar um concurso de vídeos sobre zika e Aedes aegypti. Além disso, Mercadante estimula que os trotes - tradicionais recepções aos calouros nas universidades - não esqueçam de incluir atividades solidárias, relacionadas à erradicação do mosquito.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.