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Escolas de São Paulo vacinam pais e alunos contra a gripe H1N1

Familiares aproveitam para se proteger; colégios têm dificuldades para obter doses. Só no Estado, a doença já deixou 55 mortos

Fábio de Castro e Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

08 Abril 2016 | 03h00

SÃO PAULO - Escolas e empresas do Estado de São Paulo investem na imunização de alunos, pais e funcionários contra a gripe H1N1, em um esforço para evitar que a doença chegue às salas de aula e aos ambientes de trabalho. Só no Estado, a doença já deixou 55 mortos.

No Colégio Salgueiro, em Interlagos, na zona sul da capital, um mutirão feito na tarde desta quinta-feira, 7, vacinou 750 pessoas. De acordo com João Paulo Salgueiro, diretor de Operações da escola particular, pais, cuidadores e até mesmo quem não frequenta o prédio tomaram a vacina. “Não faria sentido imunizar só os alunos. Eles convivem com outras crianças no condomínio onde moram, namoram alunos de colégios da região”, diz o diretor. 

A clínica contratada cobrou R$ 100 para quem tem mais de 3 anos e R$ 80 para as crianças abaixo dessa idade, valor repassado aos pais. “Tem gente batendo na porta das clínicas, fazendo fila, pagando o triplo e, de repente, eu tenho 750 vacinas com o preço de mercado. Meu papel é distribuir esse serviço para toda a comunidade”, afirma Salgueiro. 

Entre as pessoas vacinadas está a professora Elaine Trassatto, de 41 anos. Ela aproveitou que a filha de 7 recebeu a imunização na escola para vacinar a filha mais nova, de 1 ano, e também se proteger. “Tentei em várias clínicas e não consegui. Filhos de amigas minhas tiveram H1N1. O que mais me deixou assustada é que elas não conseguiram achar nem a vacina nem o Tamiflu (medicamento usado no tratamento da doença), que estão em falta”, afirmou. 

O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado (Sieeesp), Benjamin Ribeiro da Silva, informou que mais de cem colégios particulares já procuraram a entidade pedindo ajuda para obter as vacinas. Ele revelou dificuldades para contratar as clínicas. “Já falamos com uma série de lugares até para indicar o serviço às escolas. Mas a maioria das respostas que temos é que está em falta.”

“Com muito esforço”, ele contou que conseguiu as vacinas para a escola dele, na Cidade Dutra, também na zona sul da capital. “Nesta semana, conseguimos aplicar 700 vacinas em um universo de 1,4 mil alunos, mas os pais tiveram de pagar pelas doses.”

Até os colégios que há mais de uma década aplicam a vacina tetravalente tiveram dificuldades neste ano. Na Escola Eduque, na zona sul, a imunização dos funcionários é feita anualmente. Mas, desta vez, a administração do colégio encontrou dificuldades para conseguir uma clínica disponível.

“Anualmente, fazemos uma campanha para vacinar os funcionários. Mas, desta vez, ainda não conseguimos marcar as datas porque esbarramos em dificuldades para encontrar clínicas que forneçam um lote de vacinas”, disse Juliana Duarte, gestora administrativa da escola.

Interior. O medo da epidemia de H1N1 também está no interior. A CPFL Energia, por exemplo, antecipou a vacinação dos funcionários. A tetravalente é aplicada desde segunda-feira. De acordo com a empresa, a expectativa é de que, até o fim do mês, cinco mil colaboradores sejam vacinados nos 71 municípios do Estado em que a empresa está presente.

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