Espanha autoriza seleção de embriões para evitar câncer

Os dois casos aprovados agora são os mais destacados de um total de 19 submetidos às autoridades

EFE,

22 Abril 2009 | 15h44

As autoridades sanitárias espanholas autorizaram, pela primeira vez, o uso de técnicas de seleção genética de embriões para dois casais com antecedentes familiares de câncer, sendo um caso de mama e um de tireoide.

 

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Esta é a primeira vez em que a Comissão Nacional de Reprodução Humana Assistida analisa a possibilidade concreta de aplicação da seleção genética no caso de cânceres hereditários graves, de aparecimento precoce e, em muitos casos, com pouca chance de tratamento.

 

Um artigo da lei espanhola de reprodução humana assistida autoriza o uso do diagnóstico genético pré-implantação - realizado antes que o embrião seja implantado no útero, para a escolha de um embrião sem os genes que predispõem a certas doenças - no caso de "enfermidades genéticas graves, precoces e sem tratamento".

 

O Ministério de Saúde e Política Social informa que só 5% dos casos de câncer de mama são hereditários, o que mesmo acontecendo com o câncer e tireoide.

 

Os dois casos aprovados agora são os mais destacados de um total de 19 submetidos às autoridades. Desse total, informa o governo espanhol, 13 pretendem "selecionar embriões saudáveis em casais que são portadores de enfermidades genéticas graves", e seis envolvem a seleção de embriões para fins terapêuticos - isto é, escolher uma criança que seja doadora de tecidos para um irmão doente.

 

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