Espanhóis, portugueses e argentinos são maioria no Mais Médicos

Balanço do Ministério da Saúde aponta que 521 médicos estrangeiros e 194 brasileiros formados no exterior foram selecionados para atuar no programa

Fernanda Bassette, Célia Froufe / BRASÍLIA, O Estado de S. Paulo

10 de agosto de 2013 | 13h11

Balanço do Ministério da Saúde divulgado na última sexta, 9, aponta que 521 médicos estrangeiros e 194 brasileiros formados no exterior foram selecionados para atuar no programa Mais Médicos – que tem como objetivo levar profissionais para trabalhar na rede pública em áreas distantes, no interior e nas periferias.

De acordo com o ministério, há médicos estrangeiros de 49 nacionalidades, mas a maioria vem da Espanha, de Portugal e da Argentina. O levantamento mostra que o grupo teve mais interesse de trabalhar em regiões menos necessitadas e deixou em última opção justamente as áreas mais carentes.

Os dados apontam que 204 das vagas escolhidas estão na região Sul, 162 no Sudeste, 153 no Nordeste, 137 no Norte e 59 no Centro-Oeste. O ministério diz que a maior parte das cidades está em áreas de fronteira, e atribui o maior interesse pela região ao fato de muitos dos interessados serem argentinos.

Agora, esses médicos têm até domingo, 11, para efetivamente confirmar o interesse na vaga de acordo com a cidade selecionada pelo governo e homologar a inscrição. Por meio do Mais Médicos, eles poderão atuar no País por tempo determinado (até três anos) sem fazer a revalidação do diploma de Medicina, o que é duramente criticado pelas entidades médicas e escolas de Medicina.

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