Demora no diagnóstico impacta a saúde dos pacientes com doenças inflamatórias intestinais

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Demora no diagnóstico impacta a saúde dos pacientes com doenças inflamatórias intestinais

Campanha Maio Roxo alerta sobre a importância de identificar e tratar rapidamente a retocolite ulcerativa e a doença de Crohn

Takeda Brasil, Media Lab Estadão
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29 de maio de 2020 | 18h53

Sintomas parecidos com os de distúrbios comuns, falta de médicos especializados e longa espera para a realização de exames são alguns dos entraves para o diagnóstico das doenças inflamatórias intestinais, conhecidas também pela sigla DII, de acordo com a gastroenterologista Renata Fróes, especialista do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEDIIB), membro titular da Federação Brasileira de Gastroenterologia e doutoranda pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Segundo a especialista, a demora pode custar caro aos pacientes. “Uma pessoa que receba rapidamente o tratamento adequado terá possivelmente muito menos complicações ao longo da vida”, explica a Dra. Renata. De acordo com Fróes, a retocolite ulcerativa e a doença de Crohn são as DII mais comuns e entre os seus principais sintomas estão diarreia, muitas vezes com sangue, dor abdominal, emagrecimento e fadiga. Ainda segundo ela, estudos internacionais apontam uma demora de seis meses do início dos sintomas até o diagnóstico correto da DII. No Brasil, no entanto, a média é superior. Uma pesquisa realizada em 2017 pela Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD) com mais 3.500 pacientes revelou que 41% deles levaram mais de 12 meses até receber o diagnóstico final¹.

“Um dos caminhos para encurtar a jornada é encontrar o profissional especialista na área. Assim que as pessoas suspeitarem dos sintomas, é importante que elas procurem um médico com conhecimento sobre as doenças”, aponta Fróes. A colonoscopia é o exame mais importante para confirmar ou descartar a DII, de acordo com a médica. Mas exames complementares de sangue e imagem quase sempre também são necessários.

A gastroenterologista afirma que a DII afeta, principalmente, adultos de 20 a 40 anos, com ligeiro predomínio entre as mulheres: “Estima-se que, no Brasil, a retocolite ulcerativa acomete 46 em cada 100 mil habitantes, enquanto a doença de Crohn incide sobre 32 pessoas no mesmo universo3. Com 10 a até 20 evacuações diárias durante a crise, os pacientes podem ter de parar de trabalhar”.

Uma pesquisa conduzida por Fróes e publicada no periódico The European Journal of Health Economics mostrou que a média de ausência por DII no Brasil, considerando o período analisado de cinco anos, foi de 355.7 dias para pacientes com doença de Crohn e de 305.3 dias para os de retocolite ulcerativa². De acordo com o estudo, durante o período observado, dos benefícios ativos, cerca de 15.000 eram devido às DII – o que gerou US$ 98.098.212 de gastos com benefícios, entre 2010 e 2014². Ainda segundo o levantamento, a doença de Crohn é incapacitante principalmente para pessoas entre 30 e 49 anos de idade, enquanto a retocolite ulcerativa, para pacientes de 40 e 59 anos².

A medicina ainda não conhece a causa da DII, mas Fróes aponta predisposição genética, alteração da imunoregulação, influência do ambiente e stress como seus fatores desencadeantes. Ela diz ainda que embora sejam incuráveis até o momento, a retocolite ulcerativa e a doença de Crohn têm tratamento. “Além das opções medicamentosas, os pacientes precisam de acompanhamento nutricional e psicológico. Quando a doença está em remissão, a qualidade de vida do paciente aumenta consideravelmente”, diz Fróes.

Sobre a atual pandemia de coronavírus, a médica recomenda: “Indivíduos com DII devem procurar seus médicos assistentes para avaliar a necessidade de uma readequação ou não de seu tratamento”. “O mais importante é não parar seu tratamento sem recomendação do seu especialista pois a atividade da doença tem sido considerada maior fator de risco do que o uso das medicações habituais.”

Fontes:

1: ABCD. Jornada do paciente com doença inflamatória intestinal. Estudo quantitativo e qualitativo sobre a vida do paciente com DII no Brasil. 2017. Disponível em  https://abcd.org.br/wp-content/uploads/2017/12/JORNADA_DO_PACIENTE_PRINCIPAIS_RESULTADOS.pdf?utm_source=jornada&utm_medium=site&utm_campaign=resumido. Acesso em 25 de Maio de 2020.

2: de S B Fróes R. et al. The socio-economic impact of work disability due to inflammatory bowel disease in Brazil Eur J Health Econ (2018) 19:463–470

3. Moreira AL. et al. IBD Epidemiology: What is Going on in the Developing World? Results from 163,000 Patients. Gastroenterology. (2019) Volume 156, Issue 6, Supplement 1, S-73.

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