USDA/Divulgação
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Especialistas dos EUA e do Brasil analisam risco de morte por zika

Equipe do Centro de Controle de Doenças está no País para ajudar na investigação sobre a explosão de casos de microcefalia

Lígia Formenti, O Estado de S. Paulo

30 Novembro 2015 | 17h48

BRASÍLIA - Uma equipe de pesquisadores do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos já está no Brasil para ajudar na investigação da explosão de nascimentos de bebês com microcefalia. A equipe, que veio ao País por um convite do governo brasileiro, deverá ter a primeira reunião oficial ainda nesta segunda-feira, 30.

Além de auxiliar na análise dos mecanismos que levaram à epidemia de microcefalia, o grupo vai participar de discussões com cientistas brasileiros sobre outro achado, considerado de extrema relevância: a capacidade de o zika matar. 

Conforme revelou o Estado, exames identificaram que uma adolescente morreu em virtude de complicações provocadas pelo vírus. Moradora do município de Benevides, no Pará, a menina apresentou manchas no corpo, náuseas e dores de cabeça no fim de setembro. Ela morreu em outubro.

A suspeita inicial era de dengue grave, mas testes deram negativo. Uma segunda análise, feita para identificar a presença do zika vírus, trouxe o resultado positivo. A morte da adolescente, a segunda confirmada, chamou a atenção de epidemiologistas. 

O primeiro caso, confirmado na sexta, embora relevante, foi analisado com cuidado pelos especialistas em razão das condições do paciente: ele apresentava lúpus, uma doença autoimune que pode ter graves consequências quando o organismo é afetado por bactérias ou vírus, como é o caso do zika. 

"Era um paciente mais vulnerável ", afirmou um integrante da equipe de pesquisa. O segundo caso, no entanto, acendeu o alerta vermelho. A menina apresentou como primeiros sintomas dor de cabeça, náuseas e pontos vermelhos na pele e nas mucosas em setembro.

 

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