Especialistas pedem que FDA regulamente sal em alimentos

A FDA ainda não decidiu se regulará o nível de sódio, ma 'não há opções fora da mesa', disse porta-voz

Associated Press

20 Abril 2010 | 14h25

Especialistas em saúde pública pediram que a FDA, órgão do governo americano que regulamenta o mercado de remédios e alimentos, force os fabricantes de produtos alimentícios a cortar gradualmente o sal oculto em suas mercadorias, algo que a agência vem considerando fazer.

 

Nos EUA, a população consome cerca de 7 gramas de sal ao dia, mais que o dobro necessário para manter a saúde e o bastante para elevar o risco de problemas cardiovasculares e de outros prejuízos à saúde. A maior parte do sódio vem de produtos processados - como misturas de sopa, pizza congelada e queijos.

 

Nesta terça-feira, 20, o prestigioso Instituto de Medicina (IOM, na sigla em inglês) informou que a indústria de alimentos não fez, por vontade própria, o bastante para cortar o excesso. E pediu que a FDA defina um nível máximo tolerado de sódio para os alimentos industrializados, forçando uma redução que seria completada por etapas, para que a população se adapte à mudança.

 

A FDA ainda não decidiu se regulará o nível de sódio, mas" não há opções fora da mesa", disse a porta-voz Meghan Scott, reconhecendo que os prejuízos do excesso de sal à saúde são bem conhecidos.

 

O IOM é uma agência independente estabelecida pelo Congresso para aconselhar o governo federal, e tornou-se a mais recente instituição, numa série de grupos de promoção da saúde pública, a pressionar a FDA a determinar uma redução no sal.

 

O governo americano sugere 2,3 gramas como o máximo consumo diário de sal. Mas o IOM defende 1,5 grama como o ideal, e menos se a pessoa tiver mais de 50 anos.

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