REUTERS/Dado Ruvic
REUTERS/Dado Ruvic

Estadão lança página multimídia com notícias de Ciência e Saúde

Dentro do especial, game interativo vai mostrar como as campanhas de imunização são realmente eficientes

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2020 | 05h00

No caso do Brasil, há pelo menos um século as vacinas costumam causar polêmica entre a população. No Rio ainda capital nacional, em 1904, a movimentação popular que ficou conhecida como a Revolta da Vacina jogou luz, de forma inédita, sobre a primeira grande campanha de imunização nacional. 

Em um corte rápido para o século 21, onde por outros motivos as vacinas também estão sendo colocadas na berlinda por alguns grupos sociais, é cada vez mais importante que assuntos relacionados à saúde das pessoas sejam debatidos de forma aprofundada. Nesse sentido, o conteúdo multimídia sobre Ciência e Saúde lançado pelo Estadão vem preencher essa lacuna e oferecer ao leitor digital as mais atuais informações sobre o universo das vacinas. 

Dentro da página especial será possível entender, por meio de um game interativo, como as campanhas de imunização são realmente eficientes na proteção de um contingente grande de pessoas. Outro ponto de destaque é o segmento do conteúdo que informa sobre a evolução das vacinas. Por que muito do medo de se tomar vacina hoje, segundo pesquisas feitas na sociedade, parte de premissas falsas? As fake news, neste caso, têm uma culpa grande. 

Vacinações em massa não salvam vidas só nos dias atuais. Muitos já ouviram falar em varíola e poliomielite. Mas provavelmente poucos conhecem pessoas que tenham tido essas doenças. Até poucas décadas atrás, porém, elas aterrorizavam a população. Graças ao êxito de campanhas de vacinação, como os leitores da plataforma multimídia ficarão sabendo, esses e outros problemas de saúde estão controlados no Brasil e em outros lugares do mundo. O último caso de varíola notificado no País foi em 1971. O de pólio, em 1989. As duas enfermidades se encaixam perfeitamente no ditado popular de que “é melhor prevenir do que remediar”.

As vacinas, discutidas em profundidade na plataforma multimídia do Estadão, que conta com patrocínio da GSK, são consideradas a descoberta de maior impacto na história da saúde pública. A primeira delas foi inventada no século 18, na Inglaterra, contra a varíola. Foi esse imunobiológico que o médico sanitarista Oswaldo Cruz implantou no Rio em 1904 e causou o levante popular conhecido como Revolta da Vacina. A enfermidade, no entanto, só foi exterminada em várias nações depois que a Organização Mundial da Saúde (OMS) incentivou uma campanha de imunização em massa, em 1967.

Na esteira do sucesso, o governo brasileiro instituiu o primeiro calendário básico de vacinação em 1977. Tornava-se obrigatório imunizar crianças contra BCG (tuberculose e meningite), poliomielite, sarampo, difteria, tétano e coqueluche. Em 1994, a Organização Pan-americana da Saúde (Opas) declarou o continente americano livre da poliomielite.

Graças ao avanço das campanhas, o Brasil controlou a transmissão de sarampo, em especial a partir de 1992, com o Plano Nacional de Eliminação do Sarampo. Em 2016, o País foi reconhecido pela Opas como área livre da doença, mas não durou muito tempo. Em 2018, surtos foram novamente registrados.

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