Estado de São Paulo interdita anticoncepcional injetável

Dose de hormônio pode ser insuficiente para evitar gravidez; produto pode estar em uso por 200 mil mulheres

08 de novembro de 2007 | 18h23

A Secretaria da Saúde de São Paulo, por intermédio do Centro de Vigilância Sanitária (CVS), decidiu proibir a venda e o uso de três lotes do anticoncepcional injetável Contracep, fabricado pela EMS-Sigma Pharma. Análises feitas pelo Instituto Adolfo Lutz, da Secretaria, apontaram que ampolas dos lotes 080501-1, 080496-1 e 087359-1 do produto contêm menos hormônio do que o previsto. Isso coloca em risco a eficácia do medicamento.   Pelo menos 200 mil mulheres no Brasil podem ter usado, ou estão usando, o anticoncepcional interditado, segundo informações do CVS. A Secretaria já comunicou a proibição à empresa e às Vigilâncias Sanitárias Municipais. O recolhimento do medicamento cabe ao laboratório.   A secretaria elaborou comunicado solicitando que médicos e unidades de saúde, públicas e privadas, identifiquem mulheres que utilizaram ou estejam utilizando o produto de um dos lotes interditados, encaminhando-as aos serviços de saúde.   Para as mulheres que receberam uma dose do anticoncepcional há mais de quatro semanas e que estejam com ciclo menstrual em atraso, a orientação é para que sejam orientadas a fazer o teste de gravidez e usar preservativos até obterem o resultado do exame.   Caso o teste seja negativo, os médicos deverão orientar a manutenção do uso de métodos contraceptivos mais adequados às pacientes.   Para todas as mulheres que receberam a dose há menos de quatro semanas, a orientação é para que utilizem preservativo ou qualquer método anticoncepcional para o qual não haja contra-indicação, incluindo nova dose do anticoncepcional injetável.

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