Estado de saúde de irmãs siamesas separadas em Goiânia é grave

Garotas eram unidas pela bacia; cirurgia de separação durou cerca de 14 horas

Solange Spigliatti, do estadao.com.br

31 Março 2010 | 15h48

As irmãs siamesas pernambucanas, de um ano e quatro meses, separadas nesta terça-feira, 30, no Hospital Materno Infantil (HMI), em Goiânia, estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave.

 

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Segundo informações diretor geral da unidade, Cézar Gonçalves Gomes, a cirurgia, que durou cerca de 14 horas, transcorreu dentro da normalidade. "Era uma cirurgia complexa e de altíssimo risco e já era esperado a internação na UTI", explica. "O período crítico pós-operatório são as primeiras 48 horas, pois há o risco de infecção ou falência de algum órgão", comenta Dr. Cezar.

 

Unidas pela bacia, as irmãs vieram do Recife e foram acompanhadas de perto pela família. Durante a operação, que foi organizada com um mês de antecedência, o ponto crítico foi a separação do fígado, de acordo com Dr. Cezar.

 

"A equipe achava que havia apenas uma veia porta, que é a entrada para o fígado, mas durante o exame foi comprovado que eram duas veias. Caso houvesse apenas uma, seria necessário a colocação de uma prótese", finaliza. Além disso, os dois ureteres estavam fora do local normal", finaliza.

 

O intestino das gêmeas também foi dividido. Cada uma das irmãs ficou com uma perna e uma terceira teve a musculatura e a pele usadas para plástica. Em uma das meninas, foi necessária a redução de um pulmão.

 

Segundo o diretor do hospital, "se tudo correr bem, as crianças devem permanecer na UTI por cerca de sete dias". Não há previsão de alta.

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