Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Estado de SP tem 339 mortes em 24 h e ultrapassa 407 mil casos de covid-19

Região de Piracicaba enfrenta piora após flexibilização e passa para fase vermelha; São Paulo tem 14.745 pacientes internados com confirmação ou suspeita do novo coronavírus

Priscila Mengue e Marina Aragão, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2020 | 14h33

O Estado de São Paulo chegou a 19.377 mortes por novo coronavírus nesta sexta-feira, 17, das quais 339 foram registradas nas últimas 24 horas. O número de casos confirmados é de 407.415, um acréscimo de 5.367 casos. Segundo levantamento estadual, a covid-19 chegou a pelo menos 636 dos 645 municípios paulistas.

A ocupação de leitos de UTI é de 67,2%, taxa que é de 65,7% na Grande São Paulo. Ao todo, são 5.883 leitos ocupados na UTI e outros 8.862 em enfermaria, totalizando 14.745 pacientes internados com suspeita ou confirmação da covid-19. No País, o número de casos confirmados já passou dos 2 milhões.

Uma das regiões de maior agravamento da doença é de Piracicaba, no interior do Estado, que contempla 26 municípios e enfrenta aumento de internações após a flexibilização da quarentena. “A regressão (da fase laranja para a vermelha) pode ocorrer a qualquer momento, não há necessidade de aguardar uma ou duas semanas", informou o governador João Doria (PSDB) durante coletiva de imprensa.

"Já havíamos trazido a preocupação, sobretudo sobre a taxa de ocupação de leitos, devido ao aumento de internações, que atingiu 84,6%. Medidas estão sendo tomadas para o apoio da região", apontou Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico.

A fase vermelha é a de maior restrições no Plano São Paulo (com atendimento presencial apenas nas atividades essenciais de comércios e serviços), mesma classificação das regiões de Araçatuba, Franca, Ribeirão Preto e Campinas.

"O centro de contingência acompanha todas as regiões e já tínhamo anunciado na terça que a região de Piracicaba estava numa situação delicada e hoje reclassificada como de alto risco, mas acho importante dizer, são as ações da área da saúde para apoiar a região", também comentou Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus.

80% das vítimas fatais tinham fatores de risco

Entre as vítimas fatais, 74,7% tinham 60 anos ou mais. Além dos idosos, a mortalidade foi registrada da seguinte forma nas demais faixas etárias: menores de 10 anos (28 óbitos), 10 a 19 anos (35), 20 a 29 anos (161), 30 a 39 anos (627), 40 a 49 anos (1.344) e 50 a 59 anos (2.697).

Do total, 80% das mortes estão associadas a fatores de risco. São eles: cardiopatia (58,5%), diabetes mellitus (43,2%), doenças neurológicas (11%), doença renal (9,8%), pneumopatia (8,3%),  obesidade (7,1%), imunodepressão (6%), asma (3,1%), doenças hepáticas (2,1%) , doença hematológica (1,9%), Síndrome de Down (0,5%), puerpério (0,1%) e gestação (0,1%). 

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