Governo do Estado de SP/Divulgação
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Estado e cidades da Grande SP planejam compra de 9 milhões de kits intubação para pacientes de covid

Medicamentos são utilizados em pacientes graves com covid-19; consumo médio mensal gira em torno de 3,5 milhões, segundo secretário estadual da Saúde

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

30 de abril de 2021 | 13h26

SÃO PAULO - O secretário de Estado da Saúde Jean Gorinchteyn anunciou nesta sexta-feira, 30, que a pasta vai fazer um chamamento junto a municípios da Grande São Paulo e a capital para a aquisição de 9 milhões de kits intubação, que contêm sedativos, analgésicos e bloqueadores musculares. O Estado tem enfrentado momentos de escassez desses medicamentos, utilizados no procedimento de intubação de pacientes graves com covid-19.

"A secretaria de Estado da Saúde está terminando um chamamento junto aos municípios, no qual os municípios da Grande São Paulo e a cidade de São Paulo estão inclusos, para a aquisição dos kits intubação numa compra internacional. Estima-se a compra de 9 milhões de doses desses produtos, lembrando que consumo médio mensal gira em torno de 3,5 milhões para dar a garantia e a segurança de que todos os 645 municípios sejam adequadamente assistidos", informou o secretário.

O anúncio foi feito durante a entrega de 420 mil doses da Coronavac para o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, no Instituto Butantan. "Com esta remessa, temos um total de 42 milhões e 50 mil doses da vacina do Butantan. Na próxima quinta-feira, estaremos entregando mais 1 milhão de doses", disse o governador João Doria (PSDB).

Na ocasião, o governador também afirmou que, na próxima quarta-feira, 5, o governo do Estado vai detalhar como será o cronograma de imunização das pessoas com comorbidades, que está previsto para ter início no dia 10 de maio. Serão imunizadas, inicialmente, pessoas com síndrome de down, pacientes renais em tratamento de diálise e transplantados em uso de imunossupressores. Ao todo, o grupo soma 120 mil pessoas na faixa de 18 a 59 anos no Estado.

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Doria abordou ainda o fato de pessoas de outras localidades, como municípios da Grande São Paulo, estarem tomando a segunda dose da vacina contra a covid-19 na capital. Segundo ele, este é um movimento natural, que ocorre com outras imunizações, e que não pode ser impedido.

"São Paulo é um Estado. Aqui, não estabelecemos fronteiras entre cidades nem impedimos as pessoas de se movimentarem. Assim como São Paulo faz parte do Brasil. Seria o mesmo de proibir um brasileiro de outro Estado que, estando em São Paulo, tenha acesso à vacina. Somos um só País, um só Estado, portanto, não há como impedir que um habitante da região metropolitana de São Paulo venha à capital e tome a vacina. Assim como no interior ou no litoral. Não é justo, não é razoável nem possível. Faz parte do processo vacinal. Na vacina contra a gripe, também foi assim."

Gorinchteyn destacou que o importante é tomar a vacina e completar o esquema vacinal. A recomendação da gestão estadual é que, preferencialmente, as pessoas tomem a vacina no mesmo local que receberam a primeira dose e no prazo de 21 a 28 dias, no caso da Coronavac.

"A prerrogativa do Estado de São Paulo é vacinar e, para as pessoas estarem vacinadas, seja onde for, elas precisam ter as duas doses. Temos hoje 270 mil pessoas que não vieram tomar a segunda dose. Foram conclamadas e, mesmo assim, não vieram. As pessoas precisam tomar a segunda dose para estarem devidamente protegidas. Eventualmente, aquelas que não tenham recebido, têm a possibilidade e devem fazê-lo. Elas não perdem a segunda dose se tiverem tomado a anterior", explica o secretário.

Nesta semana, diante do atraso da entrega de doses do imunizante e relatos de municípios que interromperam a campanha de vacinação, o Ministério da Saúde recomendou que a segunda dose seja tomada fora do prazo, assim que estiver disponível.

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