Chandan Khanna/AFP
Chandan Khanna/AFP

Estados Unidos esperam começar a vacinar contra covid-19 em meados de dezembro

Moncef Slaoui, cientista-chefe da equipe da Casa Branca, espera que uma vez iniciada a campanha de vacinação, a imunidade coletiva seja alcançada em maio

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2020 | 22h30

Diante do avanço descontrolado da covid-19, que infectou 12 milhões de pessoas em seu território, os Estados Unidos planejam lançar uma campanha massiva de vacinação em meados de dezembro, na esperança de alcançar a imunidade coletiva em maio.

O início das vacinas pode ser uma mudança crucial na batalha contra esse vírus que já tirou mais de 1,4 milhões de vidas em todo o mundo desde que surgiu na China, no final do ano passado. A empresa farmacêutica americana Pfizer e sua parceira alemã BioNTech pediram à Food and Drug Administration (FDA) que aprovasse sua vacina na sexta-feira, 20.

A agência americana anunciou neste domingo, 22, que uma reunião pública de seu comitê consultivo de vacinas será realizada em 10 de dezembro para considerar a solicitação, embora seu parecer seja consultivo. A decisão de autorizar ou não a vacina dependerá dos cientistas da FDA e poderá ser tomada na primeira quinzena de dezembro.

"Nosso plano é poder enviar vacinas para os locais de vacinação dentro de 24 horas após a aprovação", disse Moncef Slaoui, cientista-chefe da equipe da Casa Branca para a produção de vacinas, à CNN neste domingo, 22. Ele também afirmou que, uma vez iniciada a campanha de vacinação, eles esperam que os Estados Unidos alcancem a "imunidade coletiva" em maio. Slaoui estimou que 20 milhões de pessoas poderiam ser vacinadas em dezembro, e cerca de 30 milhões por mês depois.

Apesar dos casos já ultrapassarem 12 milhões nos Estados Unidos, o país mais afetado no mundo pela pandemia com 255.800 mortes, muitos cidadãos estão descumprindo as recomendações das autoridades de saúde, que pediram para não viajar durante o Dia de Ação de Graças, que acontece na quinta-feira, 26. Em vista disso, alguns estados do país impuseram novas restrições, incluindo a Califórnia, onde o toque de recolher está acontecendo desde sábado entre 22h e 05h. 

Reunidos em uma cúpula virtual presidida pela Arábia Saudita, as nações do G-20 prometeram "nenhum esforço" para garantir o acesso "equitativo" às vacinas, com medo de que os países mais pobres fiquem para trás. A chanceler alemã Angela Merkel disse estar "preocupada que nada ainda tenha sido feito" de concreto para garantir a vacinação em países pobres.

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, cujo país foi duramente atingido pela pandemia, disse no domingo, 22, que a estratégia para reduzir a curva de infecção está funcionando. A Espanha declarou estado de emergência no mês passado, o que autoriza os governos regionais a impor restrições, como toques de recolher noturnos. "O país registrou menos de 400 casos de covid-19 por 100 mil habitantes nas últimas duas semanas, em comparação com quase 530 casos no início do mês", disse Sanchez após a cúpula do G20./AFP

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