Sebastian Kaulitzki/Shutterstock
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Estados Unidos iniciam primeiro teste em humanos de possível vacina contra o coronavírus

A fase 1 da pesquisa clínica envolve 45 voluntários, com idades entre 18 e 55 anos; candidato a imunizante ainda precisará passar por mais duas etapas de investigação

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2020 | 20h34

SÃO PAULO - Cientistas americanos iniciaram nesta segunda-feira, 16, o primeiro teste em humanos de uma possível vacina contra o novo coronavírus. De acordo com comunicado dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), órgãos vinculados ao governo americano, a fase 1 da pesquisa clínica envolve 45 voluntários, com idades entre 18 e 55 anos. O primeiro participante recebeu a dose em teste nesta segunda.

Conduzido pelo Kaiser Permanente Washington Health Research Institute (KPWHRI) e patrocinado pelos NIH, o estudo será conduzido em Seattle, no Estado de Washington, um dos mais afetados pelo surto de covid-19 nos EUA.

A fase 1 do estudo vai avaliar a segurança do produto e sua habilidade de produzir uma resposta imunológica. Antes do teste em humanos, a possível vacina, chamada de mRNA-1273, já havia demonstrado uma boa resposta quando foi testada em animais.

Depois da fase 1, o possível imunizante ainda precisa passar por mais duas etapas de testes em humanos, nas quais o número de participantes será maior. A candidata à vacina foi desenvolvida pelos cientistas do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas na empresa de biotecnologia Moderna, em Cambridge, no Estado de Massachusetts.

"Os cientistas foram capazes de desenvolver rapidamente o mRNA-1273 por causa de estudos anteriores de coronavírus relacionados que causam Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS)", informaram os NIH, em nota. "Os cientistas já estavam trabalhando em uma investigação de uma vacina contra a MERS, o que trouxe uma vantagem no desenvolvimento da vacina contra a covid-19", completaram.

Nessa primeira fase do estudo, os voluntários receberão duas doses da vacina por meio de uma injeçao intramuscular na parte superior do braço, com intervalo de 28 dias entre as doses. Os voluntários serão divididos em três grupos e cada um deles receberá a dose com uma concentração diferente: 25 mcg, 100 mcg e 250 mcg.

Os participantes serão acompanhados por um ano após a aplicação da segunda dose. Não há previsão de quando todas as etapas do teste serão finalizadas nem de quando a vacina estaria disponível à população caso apresente bons resultados.

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