Eric Thayer / The New York Times
Eric Thayer / The New York Times

Estados Unidos não possuem testes suficientes para coronavírus

Governo norte-americano não teria como antecipar alta demanda por exames

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de março de 2020 | 17h33

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, confirmou que os Estados Unidos não possuem exames suficientes para diagnóstico de coronavírus, como forma de antecipar a demanda no país. No país, 19 pessoas morreram no país por conta da doença e mais de 300 casos foram confirmados.  

“Nós não temos testes suficientes para antecipar a demanda que está por vir”, disse o vice-presidente norte-americano, que foi escolhido pelo presidente Donald Trump para ser o porta-voz do governo para tratar sobre a crise do coronavírus. O político acrescentou que “para aqueles que acreditam que possam ter sido expostos ao vírus, para aqueles que demonstram ter os sintomas, nós temos capacidade de fornecer o teste”. 

Na Califórnia, por exemplo, o Departamento de Saúde Pública do estado declarou que só possuía 7,4 mil exames para o fim de semana, de acordo com o jornal Los Angeles Times. O jornal ainda disse que mais de 9 mil pessoas retornaram recentemente de países que sofrem com surtos mais severos, todavia até a última sexta-feira, 6, apenas 516 haviam sido examinadas. 

Mesmo com a baixa disponibilidade, Pence procurou acalmar a população. “Quanto mais americanos tiverem interesse ou se preocuparem sobre isto, nós temos certeza, que terão acesso ao teste assim que for possível, pois nós tivemos um avanço real nestes últimos dias”, concluiu. 

Cruzeiro

O possível desembarque do navio cruzeiro que está na costa da Califórnia aumenta a preocupação das autoridades norte-americanas. A embarcação está impedida de realizar o desembarque de seus 3,5 mil passageiros, pois 21 pessoas estão infectadas com coronavírus. O navio aguarda um posicionamento do governo norte americano para atracar. 

“Aqueles que precisarem ir para quarentena, irão para quarentena. Aqueles que precisarem de ajuda médica, receberão”, disse Michael Pence.  

Donald Trump havia dito que preferia que os passageiros não desembarcassem no país, porém adiou a decisão para ouvir opiniões de médicos especialistas. “Eu pessoalmente prefiro deixá-los lá, mas eu compreendo totalmente a decisão se resolverem retirá-los”, disse o presidente norte-americano, na última quinta-feira, 5./Com Agência Reuters e EFE.

 

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