Estratégias bem-sucedidas na gestão hospitalar ganham destaque no enfrentamento à covid-19
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Estratégias bem-sucedidas na gestão hospitalar ganham destaque no enfrentamento à covid-19

No Hospital Sírio-Libanês, comunicação clara e eficiente, criação de novos protocolos, treinamento e cooperação das equipes fizeram a diferença no controle da pandemia

Hospital Sírio-Libanês, Estadão Blue Studio
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15 de outubro de 2021 | 12h00

Oferecer o melhor tratamento para pessoas infectadas pelo coronavírus, continuar a atender com a excelência de sempre os pacientes com outras doenças e garantir a segurança e a saúde dos colaboradores: no ano dois da pandemia, os resultados alcançados pelo Hospital Sírio-Libanês demonstram sucesso nesses três pilares.

A instituição tratou de mais de 5.500 pessoas internadas com covid-19, cerca de mil delas com necessidade de suporte em unidade de terapia intensiva (UTI). E a taxa de mortalidade foi uma das menores no mundo. A eficácia dos cuidados intensivos do hospital foi divulgada na revista científica Plos One (1), em estudo que acompanhou mais de 200 pacientes com a forma grave da doença. Já entre os profissionais das diferentes equipes do hospital, houve casos e hospitalizações, mas nenhum óbito foi registrado.

“Esse sucesso está diretamente ligado à nossa agilidade na implementação de decisões tomadas pelo comitê de crise estabelecido no início da pandemia”, diz Maura Salaroli de Oliveira, gerente médica da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Sírio-Libanês. “Em reuniões diárias, no começo com até dois encontros por dia, avaliávamos a situação e, rapidamente, conseguimos vencer barreiras e quebrar paradigmas, numa mobilização inédita e muito bem-sucedida”, explica a médica. Ao longo de 18 meses, foram criados mais de 100 protocolos para balizar as equipes das unidades de Brasília e São Paulo – de critérios de isolamento de pacientes a orientações de manejo de casos críticos.

As orientações passavam ainda por questões operacionais, como a criação de drive-thru para coleta de exames quando a situação exigiu, e a mudança de fluxos nos atendimentos, para restabelecer a confiança de quem precisava recorrer ao atendimento de emergência ou dar continuidade a tratamentos. “Tínhamos relatos na literatura médica de pessoas infartando em casa por adiar a ida ao pronto-socorro pelo medo do contágio”, conta Maura. Para mudar esse cenário, em dezembro de 2020, o hospital elaborou a campanha “Não pare de se cuidar”, com anúncios em jornais, rádio, sites e redes sociais. “A ação serviu para mostrar que havíamos praticamente criado dois hospitais em um, com fluxos completamente apartados e a mesma qualidade de assistência tanto para covid-19 quanto para outras doenças”, destaca Maura. Isso sem contar a elaboração de cartilhas temáticas destinadas à população, como a que orientava como evitar riscos ao fazer as reuniões familiares no fim de 2020 ou o guia esclarecendo dúvidas sobre as vacinas contra covid-19 disponíveis no Brasil.

Também para o público interno, dos profissionais de saúde aos colaboradores administrativos e outros serviços – cerca de 10 mil pessoas –, a comunicação constante e objetiva foi determinante para garantir a segurança das equipes. “Precisávamos falar com todos, esclarecer dúvidas técnicas, fazer treinamentos, disseminar informações sobre novos protocolos, além da necessidade de dissipar a epidemia de fake news em torno da covid-19”, comenta Maura. A estratégia se baseou em vídeos publicados no site do hospital e em lives diárias que integraram o Programa Proteger, voltado a orientações que iam desde a correta colocação e retirada dos equipamentos de proteção ao descarte adequado de materiais e resíduos.

Passados 18 meses desde o registro dos primeiros casos de covid-19 no Brasil, o comitê de crise estabelecido no Hospital Sírio-Libanês continua em ação, agora em reuniões semanais. “O momento hoje, felizmente, é de pensar em estratégias de desmobilização, de liberação de vagas antes voltadas aos pacientes com suspeita e confirmação de diagnóstico de covid-19, o que também exige mudanças de fluxos”, relata Maura. “Em setembro, tivemos o menor número de admissões de casos de covid-19 de toda a pandemia”, comemora.

Para falar sobre esses e outros aprendizados, no dia 20 de outubro, das 11h50 às 12h20, os médicos Maura Salaroli de Oliveira, e Felipe Duarte Silva, gerente de Pacientes Internados e Práticas Médicas no Hospital Sírio-Libanês, participarão do painel “O case covid-19 no Sírio-Libanês: protocolos, práticas e resultados”. O evento faz parte da programação do Summit Saúde Estadão 2021 e pode ser acompanhado no link.

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