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Estúdio dos EUA cria o modelo 3D mais preciso do novo coronavírus

Projeto é o mesmo que produziu ilustrações de HIV, H1N1, ebola e zika vírus

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2020 | 13h07

O estúdio de animação biomédica Visual Science criou o modelo 3D "mais detalhado e cientificamente preciso" do novo coronavírus. A ilustração, com resolução atômica, é baseada em pesquisas científicas recentes sobre a estrutura do vírus e em contribuições de virologistas envolvidos nos estudos. 

Para chegar ao resultado, a Visual Science empregou as mesmas técnicas de bioinformática estrutural adotadas em pesquisas para desenvolvimento de remédios. O modelo do SARS-CoV-2 é parte do projeto Viral Park, que já produziu ilustrações de HIV, H1N1, ebola, papiloma e zika

O esquema de cores segue o padrão utilizado em todo o projeto. As brilhantes mostram proteínas codificadas pelo genoma viral. Tons de cinza correspondem às estruturas tomadas pelo vírus na célula hospedeira. O estúdio enfatiza a natureza parasitária e não autônoma do vírus.

Modelos e visualizações criadas pelo Viral Park já receberam prêmios da revista Science e da Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos, além de terem aparecido em referências da mídia especializada, como a própria Science, Nature Medicine e Scientific American.

Estrutura do vírus

Partículas do coronavírus são pleiomórficas, isto é, a forma do vírion (vírus fora da célula hospedeira) pode variar. No entanto, muitas partículas são ovais ou praticamente esféricas, com diâmetros entre 50 e 150 nanômetros — equivale a um milésimo da largura do fio de cabelo humano. 

A morfologia da partícula no modelo 3D é baseada em imagens microscópicas eletrônicas do vírus SARS-CoV, muito semelhantes ao que é relatado do novo coronavírus, o SARS-CoV-2. Localizada na superfície do vírion, proteínas em formato de espinho formam estruturas triméricas que se misturam com a célula hospedeira e iniciam a infecção. 

Cada monômero da glicoproteína em formato de espinho consiste em três partes: a S1, no topo, que interage com o receptor da célula hospedeira, em oposição à S2 e à S2’, que mediam a mistura do vírion com as membranas celulares.

Veja a animação da Visual Science com mais detalhes sobre a forma do novo coronavírus:

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