Estudo aponta que 3 milhões tinham o HIV em 2007 na América

No ano de 2007, 586 pessoas foram infectadas por dia com o HIV no continente americano

Efe

02 de dezembro de 2008 | 21h29

Um estudo publicado hoje pela Organização Pan-americana da Saúde aponta que três milhões de pessoas viviam com HIV na América em 2007, número mais alto em comparação com os 2,7 milhões registrados em 2001.   Veja também: Genoma do lêmure pode ajudar a entender evolução da aids Fiocruz deve entrar com pedido de patente para o Tenofovir Carla Bruni é nova embaixadora da luta contra a aids Vários países marcam Dia Mundial de Combate à Aids ONG protesta contra julgamento por transmissão de HIV Cai número de crianças infectadas com aids na gestação Pesquisa mostra que câncer avança entre HIV positivos   Os dados, divulgados um dia depois da celebração do Dia Mundial Contra a Aids, ressaltam o nivelamento da epidemia na região pan-americana.   Apesar do crescimento de 11% em seis anos, o gerente do programa regional do HIV/aids na OPS, Gottfried Hirnschall, aponta "um progresso na região".   No entanto, destacou que "ainda há um número inaceitável de novas infecções, e a mortalidade é maior que a esperada".   Em 2007, aproximadamente 214 mil pessoas contraíram o HIV no continente americano, número que equivale a 586 pessoas infectadas por dia.   Além disso, essa filial da Organização Mundial da Saúde (OMS) assinala que durante o ano passado cerca de 100 mil pessoas morreram desta doença.   Segundo os últimos dados disponíveis, se estima que 62% das pessoas que necessitam de tratamentos anti-retrovirais (ART) estão recebendo.   O organismo alerta que "o estigma" frente às pessoas com HIV continua sendo um problema que se soma a seu sofrimento e aos esforços de prevenção e tratamento.   Para Hirnschall, os maiores desafios em resposta ao HIV nas Américas são aumentar e centrar os esforços de prevenção sobre os grupos onde está ocorrendo a transmissão ou fortalecer os sistemas de saúde e regularizar nele os esforços contra o HIV.   Além disso, a OPS defende a mobilização de outros setores como, por exemplo, o da educação, para obter uma resposta mais ampla e melhorar a coordenação entre agências e organismos das Nações Unidas, aumentando assim a participação da sociedade civil nos esforços contra o HIV.   "Realmente devemos nos focar na prevenção", enfatizou Hirnschall, que disse ainda que "o número de novas pessoas com HIV sempre superará o número das que estão recebendo tratamento".   A fim de destacar a comunicação como ferramenta para prevenir a doença, a OPS mostrará até 12 de dezembro uma exposição em sua sede de Washington.

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