Estudo aponta que espessura da carótida pode indicar risco de novo AVC

Pesquisa que avaliou mais de 600 pessoas reforça importância de medir espessura do vaso

Efe,

01 de dezembro de 2011 | 17h29

 Cientistas espanhóis demonstraram que a espessura da parede da artéria carótida pode determinar o risco de um novo derrame cerebral, o que representa uma ferramenta para prevenir um segundo episódio, informou nesta quinta-feira o Hospital del Mar de Barcelona.

De acordo com a nova pesquisa do centro médico, da qual participaram mais de 600 pacientes que já haviam sofrido um AVC, é bastante útil medir a espessura das camadas íntima e média da artéria carótida por meio de uma ultrassonografia.

Essa medição alerta para uma recaída dos problemas de irrigação e, portanto, serve como marcador clínico de previsão de derrames, reduzindo os índices de mortalidade, informou o Hospital del Mar em comunicado à imprensa.

A porcentagem de pacientes que apresentam um novo episódio de AVC durante o primeiro ano é de 7%, número que chega a 15% quando são somados os que sofrem episódios cardiovasculares e os que acabam morrendo.

A pesquisa do Hospital del Mar faz parte de um estudo que avalia possíveis marcadores de recorrência em derrames e no qual colaboraram cerca de 50 hospitais da Espanha. Os dados foram publicados no número de novembro da revista de neurologia "Stroke".

O acidente vascular cerebral é a primeira causa de mortes em mulheres e a segunda em homens na Espanha, e sua incidência segue crescendo por conta do envelhecimento da população.

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