Estudo chinês indica que a Antártida também pode sofrer terremotos

Uma das estações de pesquisa registrou mais de uma centena de pequenos sismos em 2011

Efe,

11 de janeiro de 2012 | 08h26

 

Um estudo científico de pesquisadores chineses na Antártida mostra que o continente gelado também pode sofrer terremotos, ao contrário da ideia de muitos geólogos de que seria uma região livre de sismos.

De acordo com o sismólogo chinês Chang Lijun, membro da última expedição chinesa na Antártida, o Polo Sul é suscetível a tremores, e de fato uma das estações da China na região, a Grande Muralha, registrou mais de uma centena de pequenos sismos em 2011, imperceptíveis pelo ser humano.

Segundo a informação, a ideia preconcebida de que a Antártida não poderia sofrer terremotos se devia à falta de aparelhos de medição na zona, algo que a China tem tentado amenizar com a instalação de uma estação sismológica no fim de 2010.

A Antártida descansa sobre duas placas tectônicas que se separaram há milhões de anos (algo entre 28 e 40), mas que depois convergiram.

A China tem três bases de investigação no Polo Sul: a citada Grande Muralha, construída em 1985 na Ilha Rei Jorge e com fins meteorológicos, a Sun Yat-sen, que desde 1989 faz investigações na baía de Prydz, e a Kunlun, estabelecida desde 2009 na região conhecida como Domo A, uma das zonas mais frias da Terra.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.