Estudo confirma relação entre larva da tênia e epilepsia

Cicatrizes cerebrais provocadas pela larva podem causar problemas pela inflamação, levando à epilepsia

Efe

03 de novembro de 2008 | 18h10

Uma proporção "altíssima" das epilepsias na América é causada pela larva da tênia, que deixa cicatrizes no cérebro, segundo o cientista peruano Héctor García, que participou de uma pesquisa publicada na revista cientifica The Lancet. "Descobrimos que estas cicatrizes, anos depois de a larva ter morrido, podem causar problemas pela inflamação, algo que se havia sugerido mas que não havia sido demonstrado até agora", disse García, membro do Instituto Nacional de Ciências Neurológicas do Peru.  A descoberta abre novas portas para a compreensão das causas dos ataques cerebrais e para evitar a epilepsia em regiões onde a tênia é endêmica.  García explicou que a larva da tênia chega ao cérebro do ser humano, vive ali por algum tempo e logo morre, deixando uma cicatriz que se calcifica, uma doença chamada cisticercose. Segundo disse García, esta pesquisa, da qual também participou o professor norte-americano Theodore Nash juntamente com outros pesquisadores peruanos, se baseou no acompanhamento de 110 pacientes com calcificações causadas por larvas e que seguiam tratamento contra epilepsia.  Ressonâncias cerebrais realizadas quando os pacientes tinham ataques e convulsões mostraram que muitos padeciam de inflamação dos fluidos nas áreas com cicatrizes.

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