REUTERS/George Frey
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Estudo da OMS aponta ineficácia da hidroxicloroquina e outros 3 antivirais contra a covid-19

Programa 'Solidarity' analisou uso de medicamentos em mais de 30 países; resultados mostram que pouco ou nenhum efeito

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2020 | 07h43

A hidroxicloroquina, o medicamento remdesivir, da Gilead Sciences, e outros dois antivirais tiveram pouco ou quase nenhum efeito sobre os tempos de internação ou chances de sobrevivência de pacientes da covid-19, concluiu um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os resultados são do estudo “Solidarity”, da OMS, que avaliou os efeitos de quatro tratamentos com medicações que incluíam o remdesivir, a hidroxicloroquina, e a combinação dos medicamentos lopinavir/ritonavir e interferon (utilizada para o tratamento do HIV) em 11.266 pacientes adultos em mais de 30 países.

O estudo, feito em apenas seis meses, concluiu que os protocolos pareciam ter pouco ou nenhum efeito na redução de mortalidade em 28 dias ou na duração do tratamento hospitalar entre pacientes internados com a covid-19, disse a OMS nesta quinta-feira, 15.

O remdesivir, um dos primeiros a ser utilizado como tratamento para a covid-19, foi um dos remédios utilizados para tratar o presidente norte-americano, Donald Trump, após sua infecção pelo coronavírus.

Os resultados da pesquisa ainda serão revisados e foram disponibilizados no servidor MedRxiv antes de serem publicados em uma revista científica.

Novos medicamentos antivirais, imunomoduladores e anticorpos contra o coronavírus também devem ser avaliados.

No início do mês, dados de um estudo norte-americano com o remdesivir, da Gilead Sciences, mostraram que o tratamento cortava o tempo de recuperação da covid-19 em cinco dias quando comparado aos pacientes que receberam o placebo em um teste envolvendo 1.062 pacientes./Com informações da REUTERS

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