Estudo diz que 20 milhões de abortos são feitos em situações de risco

Número é quase metade dos abortos realizados no mundo em 2003, diz OMS

BBC Brasil, BBC

12 de outubro de 2007 | 11h25

Um relatório divulgado nesta sexta-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou que de um total de 41,6 milhões de abortos realizados em todo o mundo em 2003, quase a metade foi feita fora dos padrões de segurança recomendados. De acordo com estudo, realizado pelo médico Iqbal Shah e publicado na revista Lancet, 19,7 milhões de abortos foram feitos de forma "insegura" em 2003. Deste total, 55% ocorreram em países em desenvolvimento.O número de abortos no mundo caiu de 46 milhões em 1995 para 42 milhões em 2003, e a relação da quantidade de abortos para cada mil mulheres também diminuiu de 35 para 29 no mesmo período.A pesquisa considera como "abortos inseguros", as situações em que mulheres interrompem a gravidez contando com ajuda de pessoas não qualificadas ou então em ambientes que não oferecem os padrões médicos adequados. De forma geral, aponta o relatório, essas situações ocorrem em países onde a prática do aborto não é permitida.O estudo, que não traz números específicos sobre o Brasil, analisou dados dos cinco continentes divididos por regiões.Na América do Sul, aponta o estudo, foram realizados 2,9 milhões de abortos em 2003, todos eles fora dos padrões de segurança. A Ásia respondeu pelo maior número de abortos em 2003 (25,9 milhões), seguida pela África (5,6 milhões), Europa (4,3 milhões) e América Latina e Caribe (4,1 milhões).A Europa Ocidental foi a região com menor taxa de abortos para cada mil mulheres (12), seguida pela Europa do Norte e Oceania, 17 para cada mil.A pior taxa ficou com a Europa do Leste, onde 44 mulheres em cada mil interrompem a gravidez, seguida pelo Sudeste da Ásia e Leste da África (39). A América do Sul ficou com a quinta pior taxa, com 38 abortos para cada mil mulheres.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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