Estudo diz que pandemia de gripe é menos letal que o esperado

Investigação destaca que taxa de mortes por causa da doença é de 0,026%, segundo a análise dos dados oficiais

Efe,

11 Dezembro 2009 | 11h23

A pandemia de gripe A é "menos letal" do que se temia no princípio, segundo as conclusões de Liam Donaldson, assessor do Governo britânico para assuntos médicos, em um estudo divulgado nesta quinta-feira, 10.

 

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Divulgada por meio da publicação médica British Medical Jounal, a investigação destaca que a taxa de mortes por causa da doença é de 0,026%, segundo a análise dos dados oficiais recolhidos até o mês passado de novembro.

 

As conclusões foram divulgadas justamente quando os números de contaminações no Reino Unido continuam caindo. Na semana passada, foram registrados somente 11 mil novos casos, muito longe dos prognósticos que alarmaram a população há alguns meses.

 

Londres chegou a advertir que com a chegada do inverno o número de contágios semanais poderia ser de 100 mil, o que gerou controvérsia a partir de alguns setores, que acusam ao Governo de estender o alarme inutilmente e chamam a atenção sobre o grande negócio que fizeram as farmacêuticas.

 

"A primeira pandemia de gripe do século 21 é consideravelmente menos letal do que se temeu em um princípio", reconheceu Donaldson, que, no entanto, defendeu as medidas de saúde adotadas e recomendou à população que se vacine, se estiver dentro de algum dos grupos considerados prioritários - pessoas doentes, grávidas e crianças com menos de cinco anos.

 

Até agora, só 2,3 milhões dos 9 milhões das pessoas incluídas na Inglaterra nestes grupos optaram por se vacinar, algo que Donaldson atribuiu "à ciência lixo que questiona a vacina" e a que as pessoas já não tem tanto medo ao vírus.

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