Estudo feito no México mostra que poluição prejudica olfato

Moradores da Cidade do México só conseguiram detectar o cheiro em concentrações nove vezes maiores

Patricia Mercado Sánchez, BBC

12 de junho de 2008 | 12h57

Um estudo conduzido pela Universidade Nacional Autônoma do México afirma que a poluição da Cidade do México está diminuindo a capacidade olfativa dos moradores. A pesquisadora Robyn Hudson comparou a capacidade olfativa de pessoas da Cidade do México e de Tlaxcala, uma cidade próxima com as mesmas características ambientais e de altitude. O estudo de Hudson utilizou dimetil dissulfeto, uma substância associada com o apodrecimento dos alimentos. Os moradores da Cidade do México só conseguiram detectar o cheiro da substância em concentrações nove vezes maiores, em comparação com as pessoas de Tlaxcala. 20 milhões Hudson explica que o aparelho olfativo humano possui células receptoras e de suporte. A poluição provocaria uma diminuição das células receptoras e aumento das de suporte. Essa alteração provocaria uma diminuição na capacidade olfativa das pessoas. O próximo passo da pesquisa será constatar se os danos são reversíveis. A cientista disse à BBC que os resultados da nova pesquisa devem ficar prontos em três meses. A Cidade do México tem cerca de 20 milhões de habitantes e é uma das cidades mais poluídas do mundo. Para Mario Molina, ganhador do prêmio Nobel de Química de 1995, a poluição da Cidade do México "é um problema de saúde pública que precisa ser levado a sério". Em 2004, Molina montou um centro de pesquisadores de várias partes do mundo dedicados a fazer medições mais precisas sobre a qualidade do ar da cidade. No final dos anos 90, o nível de poluição diminuiu na Cidade do México. Mas a frota de veículos da cidade - um importante fator de poluição - vem aumentando em cerca de 250 mil carros por ano.   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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