REUTERS/Axel Schmidt
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Estudo indica que imunidade ao novo coronavírus pode ser maior do que apontam testes

Pesquisa apontou que, para cada exame com resultado positivo para anticorpos contra o vírus, duas tinham células T específicas com capacidade para identificar e destruir células infectadas

Redação, O Estado de S. Paulo

06 de julho de 2020 | 10h09

   

SÃO PAULO - Um estudo sueco apontou que pessoas que tiveram resultados negativos em testes de anticorpos para o novo coronavírus, a covid-19, podem ter algum nível de imunidade para a doença. A pesquisa, feita pelo Instituto Karolinska, foi realizada com 200 pessoas. A informação foi divulgada pela BBC.

Os pesquisadores observaram que, para cada exame com resultado positivo para anticorpos contra o vírus, duas tinham células T - células de defesa do sistema imunológico - específicas com capacidade para identificar e destruir células infectadas.

 Doadores de sangue e pessoas que fazem parte do primeiro grupo de infectados pelo vírus na Suécia estão entre participantes da pesquisa, que apresenta indícios de que o número de indivíduos com algum tipo de imunidade à doença pode ser maior do que os testes para anticorpos apontam.

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As mesmas células de defesa foram encontradas em casos leves ou em pacientes não manifestaram sintomas da covid-19.

É necessário verificar se a pessoa apenas está protegida contra o vírus ou se isso faz com que ela também não transmita a doença. O estudo ainda não foi publicado em revista científica nem passou por avaliação de outros cientistas.

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