Oli Scarff/AFP
Oli Scarff/AFP

Vacina da Oxford/AstraZeneca é eficaz contra variante de Manaus, indica estudo preliminar

Até o momento, dados mostram que não será necessário adaptar vacina para que ela proteja contra nova cepa; resultados definitivos da pesquisa devem sair ainda este mês

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de março de 2021 | 11h32

RIO - Dados preliminares de um estudo feito pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca indicam que a vacina contra a covid-19 desenvolvida pela farmacêutica com a universidade britânica induz resposta adequada contra a variante de Manaus do coronavírus, disse à agência Reuters nesta sexta-feira, 5, uma fonte com conhecimento sobre o assunto. A informação foi confirmada pelo Estadão com pesquisadores brasileiros envolvidos no estudo.

Para Entender

Como funciona a vacina Oxford-AstraZeneca

Depois que a vacina é injetada, adenovírus colidem com células e se fixam em proteínas na superfície delas; a célula envolve o vírus em uma bolha e o puxa para dentro; uma vez lá dentro, o adenovírus escapa da bolha e viaja para o núcleo

De acordo com essa fonte, os dados preliminares do estudo, feito após envio de amostras pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indicam, até o momento, que não será necessário fazer adaptações à vacina para que ela proteja contra a variante de Manaus, conhecida como P1 e que tem se mostrado mais transmissível que cepas anteriores do coronavírus.

"Os resultados preliminares são bem adequados para P1. Indicativo que não necessita (de adaptação)", disse a fonte, que pediu para falar sob anonimato, acrescentando que os resultados definitivos do estudo devem sair "muito em breve", possivelmente ainda no mês de março.

A variante do coronavírus originada em Manaus vem sendo apontada como um dos fatores que levaram ao recrudescimento da pandemia de covid-19 no Brasil. A doença já matou mais de 260 mil pessoas no país.

A Fiocruz firmou parceria com a AstraZeneca para o envase e futura produção integral da vacina contra Covid-19 no Brasil. Até o momento, 4 milhões de doses da vacina importadas prontas da Índia estão sendo aplicadas no Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde. A expectativa da Fiocruz é que as primeiras doses da vacina envasadas no Brasil sejam entregues ao Ministério da Saúde a partir de meados deste mês.

Procurada, a Fiocruz informou que não tem informações no momento sobre o estudo, que é liderado pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford. A AstraZeneca e a Universidade de Oxford não responderam de imediato a um pedido de comentário./REUTERS

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