Estudo liga idade do pai a distúrbio bipolar no filho

Teoria mais comum diz que os espermatozóides de homens mais velhos têm mais chances de sofrer mutações

AP

01 de setembro de 2008 | 17h32

Filhos de pais mais velhos têm uma maior chance de desenvolver distúrbio bipolar, de acordo com um dos maiores estudos ligando doenças mentais à idade avançada dos pais.  Pesquisas anteriores ligaram a esquizofrenia e o autismo à idade dos pais, e o estudo dinamarquês publicado no ano passado adicionou o distúrbio bipolar à lista. O novo estudo, liderado por pesquisadores suecos do Instituto Karolinska, reforça as evidências.  A teoria mais comum diz que os espermatozóides de homens mais velhos têm mais chances de sofrer mutações. Ainda assim, as chances de alguém desenvolver o distúrbio são tão pequenas que os pesquisadores dizem que não devem dissuadir homens mais velhos de terem filhos.  Pesquisadores analisaram o registro governamental de mais de 80 mil pessoas, incluindo 13.428 com distúrbio bipolar que nasceram entre 1932 e 1991.  Os riscos começaram a aumentar ao redor dos 40 anos e eram mais fortes a partir dos 55. Crianças nascidas desses pais tinham 37% mais chances de desenvolver o distúrbio que aquelas nascidas de pais de cerca de 20 anos. A idade das mães não pareceu ser um fator importante.  O estudo, publicado nesta segunda-feira, 1º, aparece na edição de setembro da Archives of General Psychiatry. Embora a pesquisa não explique por que pais mais velhos têm mais filhos bipolares, ela "reforça a noção de que há um componente biológico nisso", disse Harold Pincus, da Universidade de Columbia.  O distúrbio bipolar causa mudanças dramáticas de humor e afeta cerca de 5 milhões de americanos.  A idade avançada dos pais também já foi ligada a defeitos de nascença e alguns bancos de esperma têm limites de idade para doadores.

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