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Estudo minimiza histórico familiar e apoia mamografia a partir dos 40

Pesquisa rebate recomendações da Comissão de Serviços Preventivos dos EUA, que afirmam que efeitos negativos para mulheres que se submetem aos exames seriam maiores que os benefícios

Efe

30 de novembro de 2011 | 10h26

WASHINGTON - As mulheres sem histórico familiar de câncer de mama são igualmente propensas a desenvolvê-lo que aquelas que possuem antecedentes, indica um estudo apresentado nesta terça-feira, 29, que apoia a realização de mamografias a partir dos 40 anos.

 

O estudo, apresentado na reunião anual da Sociedade Radiológica da América do Norte (RSNA), que está sendo realizando em Chicago, rebate as recomendações apresentadas em novembro de 2009 pelo grupo de trabalho da Comissão de Serviços Preventivos dos EUA, que causaram controvérsia entre o público e a comunidade médica.

 

O grupo de trabalho, encarregado pelo governo americano de analisar o sistema das mamografias, havia constatado que os efeitos negativos potenciais para as mulheres que se submetem a esses exames a partir dos 40 anos seriam maiores que os benefícios, e sugeriu então reduzir o número desses exames.

 

Mas, segundo a médica Stamatia Destounis, radiologista e gerente do centro especializado em câncer Elizabeth Wende Breast Care, em Rochester (Nova York), sua pesquisa "demonstra a importância das mamografias para as mulheres neste grupo de idade, em oposição às recomendações emitidas pelo grupo de trabalho".

 

Destounis e sua equipe realizaram um estudo retrospectivo para determinar o número e tipo dos cânceres diagnosticados em mulheres de 40 a 49 anos, com e sem históricos familiares de câncer de mama, que se submeteram a uma mamografia no centro entre 2000 e 2010.

 

Os pesquisadores compararam o número de cânceres detectados, assim como a incidência dos que foram invasivos e os que tiveram metástases ente os dois grupos de mulheres.

 

Das 1.071 pacientes com câncer de mama registradas nesse período, 373 foram diagnosticadas após uma mamografia. Deste grupo, 39% tinham histórico familiar de câncer de mama, mas 61% não o possuíam.

 

No grupo que tinha algum caso na família, 63,2% sofreu um câncer invasivo, enquanto no caso das que não tiveram antecedente familiar, o índice foi de 64%.

 

As taxas de gânglios linfáticos metastáticos foram respectivamente de 31% e 29%. "No grupo de idade de 40 a 49, constatamos uma significativa taxa de câncer de mama e similares taxas de doença invasiva em mulheres com e sem antecedentes familiares".

 

Segundo Destounis, esses resultados enfatizam a importância da detecção precoce e a necessidade de se realizar mamografias a partir dos 40 anos para todas as mulheres, independentemente do histórico familiar.

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