Tiago Queiroz / Estadão
Tiago Queiroz / Estadão

Estudo mostra que 18,5% dos adolescentes já experimentaram cigarro

Trabalho da UFRJ ouviu 74.850 estudantes de 124 cidades; Campo Grande tem a maior taxa de experimentação entre jovens

Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo

31 Maio 2016 | 23h10

BRASÍLIA - Estudo encomendado pelo Ministério da Saúde mostra que 18,5% dos adolescentes brasileiros entre 12 e 17 anos já experimentaram cigarro. O trabalho, conduzido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em parceria com 33 instituições de ensino, ouviu 74.580 estudantes de escolas públicas e privadas, distribuídas em 124 municípios, incluindo capitais.

Batizado de Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes,  o levantamento identificou que as maiores taxas de experimentação de cigarro ocorreram entre adolescentes que não moravam com os pais e que preferiam ter tido contato com fumantes, em casa ou em outros ambientes. O trabalho constatou também que jovens do sexo feminino de escolas públicas fumavam mais do que as que estudavam em escolas privadas. 

As capitais que apresentaram maiores taxas de experimentação de cigarro foram Campo Grande (26,8%), Porto Alegre (26,5%), Florianópolis (25,1%) e Curitiba (23,4%).  Natal (14,8%), Teresina (14,6%), Salvador (12,5%) e Aracaju (12,2%) foram as que apresentaram menores porcentuais. 

Os números indicados pela pesquisa são considerados altos. Mesmo assim, na avaliação do Ministério da Saúde, pode indicar uma tendência de queda do comportamento de risco. A pasta cita como exemplo a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE), de 2009.

O levantamento identificou, na época, que  24% dos adolescentes de 13 a 15 anos nas capitais brasileiras tinham tido ao menos um contato com o cigarro. Número maior do que o identificado no trabalho apresentado agora.

Entre adultos, pesquisas recentes identificam uma tendência de queda do tabagismo. Dados da pesquisa Vigitel, feita por meio de entrevistas telefônicas entre população adulta que vive nas capitais do País, registram uma queda de 33,8% no número de fumantes nos últimos 10 anos. Atualmente, 10,4% da população é fumante. Em 2006, o porcentual era de 15,7%.

De acordo com Ministério da Saúde, doenças geradas pelo tabagismo acarretam aproximadamente 200 mil mortes por ano no Brasil. No mundo,  seis milhões de óbitos anuais. estão relacionados à dependência.

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