EFE
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Estudo no RS relata morte de paciente da covid após reinfecção por diferentes variantes no Brasil

Homem de 39 anos era de Campo Bom, tinha comorbidades e só teve sintomas na segunda vez que pegou a covid

Jefferson Perleberg, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2021 | 22h19

Um estudo descreveu o caso de um paciente que morreu após se infectar duas vezes com diferentes variantes do novo coronavírus em Campo Bom, no Rio Grande do Sul. O homem, de 39 anos, se contaminou com a cepa de Manaus no fim de novembro e não teve sintomas. Pouco mais de três meses depois, ele contraiu outra variante (P.2), a do Rio. Ele foi intubado e morreu em 19 de março. 

O paciente tinha histórico de comorbidades, como doença cardiovascular crônica e diabetes. O primeiro caso de reinfecção no Brasil foi confirmado pelo Ministério da Saúde no dia 9 de dezembro de 2020. 

Segundo estudos, a variante P.1 surgiu em Manaus, também em novembro. O artigo científico ainda sugere que o paciente foi um caso isolado de P1, no momento da detecção, já que a variante se disseminou entre o final de janeiro e março no Rio Grande do Sul, o período mais crítico da pandemia. 

Pesquisas já indicaram que a mutação identificada originalmente no Amazonas é mais transmissível. O estudo, do Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade Feevale, foi publicado nesta terça-feira, 19, na Research Square e ainda não foi revisado por outros cientistas. 

O surgimento de novas linhagens Sars-CoV-2 é uma preocupação mundial. O aparecimento de novas cepas do vírus, segundo cientistas, está relacionado ao aumento das taxas de transmissão em várias regiões do País. 

Autoridades médicas e pesquisadores já veem o Brasil como uma espécie de "celeiro" de novas variantes, o que pode ameaçar o grau de proteção das vacinas, uma vez que ainda não se sabe com precisão a eficácia dos imunizantes contra essas novas formas do vírus. 

 

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