Estudo questiona eficácia de Ginkgo biloba contra Alzheimer

Pesquisa britânica nega que extrato vegetal melhore atividade cerebral de doentes.

Da BBC Brasil, BBC

17 de junho de 2008 | 05h21

Um extrato vegetal usado por até 10% dos pacientes com Mal de Alzheimer pode ser ineficaz no tratamento da doença, sugere estudo do Imperial College de Londres.O extrato das folhas da árvore de Ginkgo biloba, empregado há séculos na medicina tradicional chinesa, costuma ser vendido como um produto para melhorar a memória. Mas seis meses de testes com 176 voluntários com demência - de leve a moderada - revelaram que não houve diferença entre os que tomaram 120 miligramas diárias de Ginkgo biloba e os que tomaram placebo. Foram avaliadas atividade cerebral - inclusive testes de memória - e qualidade de vida.Um dos chefes da pesquisa, Robert McCarney, disse: "Pesquisas anteriores sugeriram que a terapia alternativa tem um efeito pequeno porém significativo, mas os resultados que obtivemos oferecem as evidências mais sólidas até agora de que, infelizmente, o uso de Ginkgo biloba não é um tratamento eficaz para demência."Os resultados do estudo foram publicados no International Journal of Geriatric Psychiatry.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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